Muita música na despedida da Terça Negra Especial de Carnaval

Grupos de afoxé, coco e maracatus esquentaram o pátio, fazendo o público armar rodas de dança, cantar e festejar

Terça negra no pátio de São Pedro, no palco, Maracatu Cambinda AfricanoTerça negra no pátio de São Pedro, no palco, Maracatu Cambinda Africano - Foto: Anderson Stevens /FolhaPE

A Terça Negra Especial de Carnaval 2017 encerrou este ano oferecendo música e dança ao Pátio de São Pedro, bairro de São José, Recife. A festa que começou às 20h desta terça-feira (21) reuniu cerca de mil pessoas e trouxe para o palco quatro atrações: o grupo de Coco de Pontezinha Bojo da Macaíba , Maracatu Nação Cambinda Africano, Maracatu Nação Almirante do Forte e o Afoxé Omó Obá Dê.

Os ritmos de afoxé, coco e maracatu esquentaram o pátio, fazendo o público armar rodas de dança, cantar e festejar. “Eu estou aqui porque o Carnaval de Recife e Olinda é a maior tradição para apresentação das agremiações popular. Quem está aqui não está apenas curtindo as prévias do carnaval, está também fazendo uma louvação à cultura popular do Estado”, definiu a produtora cultural Jadion Helena Santos, 40 anos, que estava acompanhando o grupo Bojo da Macaíba e o grupo Cambinda Africano.

E não foram apenas os pernambucanos que aproveitavam a noite. A estudante de biologia Yasmin Cavendish, de 25 anos, do Rio de Janeiro, definiu o evento como “incrível”. “É uma iniciativa maravilhosa porque ajuda a divulgar a cultura da cidade , mais do que isso, a cultura negra, num espaço como esse, que é bem turístico. Acho que é importante”, contou a estudante que também disse adorar as nações de maracatu e o ritmo do coco.

A Terça Negra, que existe há 16 anos, acontece durante as terças-feiras no Pátio de São Pedro, mas o especial de carnaval vem ocorrendo há cerca de quatro anos, em uma iniciativa do Movimento Negro Unificado com a Prefeitura do Recife, procurando valorizar a cultura negra ao trazer os elementos musicais afros para as festas. “Essa é a proposta: encher o pátio com toda a diversidade da cultura negra. A gente traz a periferia para o Centro da cidade”, afirmou o coordenador do movimento, Demir da Hora, 50 anos.

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