Pandemia

Mundo tem mais de 2 milhões de mortos por Covid-19

Já o número de infectados passa de 90 milhões

Equipe de paramédicos cuida de paciente no norte da cidade de Pretória, na Africa do SulEquipe de paramédicos cuida de paciente no norte da cidade de Pretória, na Africa do Sul - Foto: Phill Magakoe / AFP

O número total de mortos pela Covid-19 em todo o mundo superou os dois milhões nesta sexta-feira (15), uma "marca dolorosa", segundo o secretário-geral da ONU, António Guterres, que lamentou o "fracasso da solidariedade" relativo às vacinas.

A marca de dois milhões de mortos foi ultrapassada em pleno aumento de casos na maioria dos países, apesar da implementação gradual de vacinações contra o coronavírus, segundo uma contagem realizada pela AFP com bse em balanços oficiais fornecidos pelas autoridades às 18h25 GMT (15h25 de Brasília).

No total, foram registrados 2.000.066 óbitos no mundo de 93.321.070 casos declarados.

A Europa, com 650.560 mortes, é a região mais afetada, à frente de América Latina/Caribe (542.410) e Estados Unidos/Canadá (407.090).

Os países com maior número de falecidos pela Covid-19 são Estados Unidos (389.581), Brasil (207.095), Índia (151.918), México (137.916), Reino Unido (87.295) e Itália (81.325). Estes seis países somam mais da metade das vítimas fatais em todo o mundo.

 

Ao se referir a esta cifra, o secretário-geral da ONU, António Guterres, qualificou-a de "uma marca dolorosa" e lamentou o "fracasso da solidariedade" com relação à vacinação.

"Hoje estamos vivendo um abismo de vacinas", destacou Guterres em um comunicado. "As vacinas estão chegando rapidamente aos países de renda alta, enquanto os mais pobres do mundo não têm nenhuma. É um êxito para a ciência, mas um fracasso para a solidariedade", disse. 

Sem citações, o chefe da ONU criticou que "certos países estejam buscando acordos paralelos, inclusive comprando além de suas necessidades". 

"Os governos têm a responsabilidade de proteger suas populações, mas o 'vacinacionalismo' é contraproducente e atrasará a recuperação global", advertiu. 

"Não ganharemos da Covid-19 se cada paós agir por conta própria", acrescentou. 

Segundo ele, deve-se dar prioridade a quem está "na linha de frente: o pessoal humanitário e as populações de alto risco". 

Durante uma coletiva de imprensa, o presidente da Assembleia Geral da ONU, Volkan Bozkir, anunciou que tanto Guterres quanto ele seriam vacinados muito em breve, na próxima semana e em 2 de fevereiro, respectivamente. 

Não porque recebam privilégios, esclareceu Bozkir, mas porque ambos têm mais de 65 anos, o que os coloca em uma categoria vulnerável à Covid-19 em Nova York.

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