Acordo internacional impõe cota de captura para peixe-espada no Mediterrâneo

Reservas de peixe-espada caíram 70% nos últimos 30 anos devido à pesca excessiva

Menções sobre o anúncio dos vices no twitterMenções sobre o anúncio dos vices no twitter - Foto: FGV

A Comissão Internacional para a Conservação do Atum do Atlântico (ICCAT), que reúne 50 países pesqueiros, chegou a um acordo nesta segunda-feira (21) para impôr uma cota para a captura do peixe-espada no Mediterrâneo, informaram a ONG Oceana e a União Europeia.

É a primeira vez que se impõe cotas de captura para este peixe, vítima durante décadas da sobrepesca.

Ao final de uma reunião realizada em Vilamoura (Portugal), a comissão decidiu estabelecer uma cota de no máximo 10.500 toneladas em 2017, um número que será reduzido em 3% por ano entre 2018 e 2022.

"A proposta [da União Europeia] foi adotada" pela ICCAT, indicou a Comissão Europeia em um comunicado. "Este plano de reconstituição é um passo decisivo para a preservação das reservas" acrescentou.

"Está feito. Finalmente, no seu 50º aniversário, a ICCAT deu um passo adiante na questão destas reservas que estavam descuidadas", disse à AFP Ilaria Vielmini, da ONG Oceana.

Segundo esta organização, as reservas de peixe-espada caíram 70% nos últimos 30 anos devido à pesca excessiva. Além disso, 70% dos peixes capturados são os chamados juvenis, ou seja, que têm menos de três anos e que ainda não atingiram a maturidade, segundo dados da WWF

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