Anistia denuncia repressão das liberdades fundamentais na Cuba de Fidel

A ONG lembrou que, durante anos, denunciou centenas de casos de "presos de consciência", detidos por ter exercido "pacificamente" sua liberdade de expressão ou associação

Sede da Prefeitura do Recife (PCR)Sede da Prefeitura do Recife (PCR) - Foto: Reprodução/Google Maps

A ONG Anistia Internacional denunciou neste sábado "a repressão sistemática das liberdades fundamentais" em Cuba durante os anos de presidência de Fidel Castro, cuja morte foi anunciada na madrugada deste sábado. "As conquistas de Fidel Castro, que abriu a porta aos serviços públicos a milhões de cubanos, foram acompanhadas por uma repressão sistemática das liberdades fundamentais durante todo seu período no poder", afirma a ONG em um comunicado em que lembra as "centenas" de opositores executados pela Revolução Cubana de 1959.

Leia mais:
» Temer, Dilma e Lula lamentam morte de Fidel Castro
»Em Cuba, população se divide entre festa e lamento pela morte de Fidel
»Trump: Fidel Castro foi um "ditador brutal" que oprimiu seu povo
»O futuro incerto da ilha revolucionária ante a morte de Fidel
»Cuba declara nove dias de luto pela morte de Fidel Castro
»Veja a repercussão da morte do ditador cubano Fidel Castro
»Miami festeja a morte de Fidel e proclama uma "Cuba livre"
»Confira as principais datas da vida do ex-presidente cubano Fidel Castro
»Presidentes latino-americanos lamentam a morte de Fidel
»Fidel Castro morre em Cuba aos 90 anos


A Anistia ressaltou, contudo, "os consideráveis avanços em matéria de acesso aos serviços sanitários e moradia", assim como "um impulso sem precedentes" contra o analfabetismo após a chegada do líder cubano.

"Entretanto, apesar de suas conquistas de âmbito social, os 49 anos de reinado de Fidel Castro se caracterizaram por uma repressão brutal da liberdade de expressão", escreveu Erika Guevara-Rosas, diretora da Anistia Internacional na América.

"O estado atual da liberdade de expressão em Cuba, onde militantes são detidos ou acusados por expressar suas opiniões contrárias ao governo, é a herança mais obscura de Fidel Castro", acrescenta.

A ONG lembrou que, durante anos, denunciou centenas de casos de "presos de consciência", detidos por ter exercido "pacificamente" sua liberdade de expressão ou associação.

"Agora a pergunta consiste em saber como serão os direitos humanos na Cuba de amanhã. Muitas vidas dependem disso", disse Guevara-Rosas.

Veja também

Em dia de novo recorde de casos, máscara obrigatória passa a valer em Portugal
Coronavírus

Em dia de novo recorde de casos, máscara obrigatória passa a valer em Portugal

Alemanha fecha restaurantes, setor cultural e de lazer a partir segunda-feira
Coronavírus

Alemanha fecha restaurantes, setor cultural e de lazer