Ao embarcar para reunião, Trump diz que Rússia deveria voltar ao G7

O país governado por Vladimir Putin foi expulso do grupo em 2014 depois que a Rússia anexou a região da Crimeia, que pertencia à Ucrânia

Presidente russo, Vladimir Putin, inaugura ponte que liga região da Crimeia a RussiaPresidente russo, Vladimir Putin, inaugura ponte que liga região da Crimeia a Russia - Foto: Alexander Nemenov / POOL/ AFP

Ao embarcar para uma reunião do G7 (grupo de sete potências econômicas), que deve ser marcado por divergências entre os EUA e os outros países do grupo, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que a Rússia deveria voltar ao encontro.

O país governado por Vladimir Putin foi expulso do grupo -formado por França, Reino Unido, Alemanha, Canadá, Japão e Itália, além dos EUA- em 2014, depois que a Rússia anexou a região da Crimeia, que pertencia à Ucrânia.

"A Rússia deveria estar nessa reunião, deveria ser parte disso", disse Trump a repórteres nesta sexta-feira (8). O promotor especial Robert Mueller está investigando se assessores e membros da campanha de Trump tiveram contatos com operadores russos que podem ter interferido com o resultado das eleições de 2016.

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Um porta-voz do Kremlin respondeu à sugestão de Trump dizendo que a Rússia está focada em "outros formatos que não o G7". O presidente americano começou o dia alfinetando os outros países do G7 no Twitter. A Casa Branca também disse que o republicano vai embora da reunião quatro horas mais cedo, o que significa que ele não participará de conversas sobre mudança climática e sobre energia limpa.

"Espero conseguir resolver acordos comerciais injustos com os países do G7. Se isso não acontecer, nós sairemos ainda melhor!", escreveu o presidente em rede social. "O Canadá nos cobra uma taxa de 270% sobre nossos laticínios! Eles não falaram isso, não é? Não é justo com nossos fazendeiros!."

As tarifas impostas pelos EUA a produtos como aço e alumínio devem ser um dos principais assuntos do encontro. A União Europeia e o Canadá dizem que as tarifas são ilegais e preparam retaliações.

Nesta quinta-feira (7), o presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, criticaram as tarifas. "São medidas contraproducentes, até para sua própria economia", declarou Macron. "É uma ação inaceitável", afirmou Trudeau, cujo país é um dos maiores exportadores de aço para os Estados Unidos e será sede do encontro de líderes.

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