Após disparo, Coreia do Norte diz estar pronta para produzir míssil em massa

A Coreia do Norte disparou no domingo um míssil do modelo Pukguksong-2, que voou por cerca de 500 quilômetros

Coreia do NorteCoreia do Norte - Foto: Agência EFE

Um dia depois de realizar um novo teste de míssil de alcance intermediário, o regime da Coreia do Norte disse nesta segunda-feira (22) estar preparado para produzir o projétil em escala massiva.

A Coreia do Norte disparou no domingo (21) um míssil do modelo Pukguksong-2, que voou por cerca de 500 quilômetros e que tem capacidade de alcançar uma altitude de 560 quilômetros, segundo autoridades dos EUA e da Coreia do Sul.

De acordo com a agência de notícias oficial KCNA, o lançamento do míssil foi monitorado pelo ditador Kim Jong-un. "Vendo as imagens enviadas em tempo real pela câmera instalada no míssil, o líder supremo Kim Jong-un disse que é incrível observar a Terra do foguete que nós lançamos e que o mundo inteiro é muito bonito", disse a agência.

Ainda segundo a KCNA, Kim declarou: "Agora que os dados técnicos e táticos cumprem as exigências do Partido, esse tipo de míssil deve ser produzido rapidamente em série para armar as forças estratégicas [militares]."

O lançamento deste domingo demonstra a evolução do programa balístico norte-coreano e preocupou os países da região -há algumas semanas, o regime de Pyongyang realizou um teste de míssil que foi considerado seu disparo mais exitoso até agora.

A Coreia do Sul -cujo novo presidente, Moon Jae-in, prometera dialogar com o vizinho do norte- declarou que o novo teste de míssil joga "água fria" nos esforços para conter as tensões militares na região.

Nos últimos meses, o regime norte-coreano acelerou seu programa nuclear e fez repetidas ameaças contra os Estados Unidos e a Coreia do Sul. Em resposta, os EUA aumentaram sua capacidade militar na península Coreana, transferindo um porta-aviões para a região e instalando um sistema antimísseis na Coreia do Sul.

O Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) se reunirá nesta terça-feira (23) para discutir as ameaças da Coreia do Norte. O país já é alvo de sanções econômicas impostas pelo organismo.

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