Após fala de Trump, Israel dispara mísseis contra a Síria

Duas horas após o anúncio da Casa Branca, a agência estatal Síria Sana informou a ocorrência de explosões em Kisweh, ao sul de Damasco

Primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, cumprimenta Donald Trump Primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, cumprimenta Donald Trump  - Foto: Soul loeb/afp

A Síria acusou Israel de ter lançado mísseis contra alvo próximo à capital, Damasco, pouco depois de presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a saída de seu país do acordo nuclear iraniano. O Exército de Israel afirmou que, ao identificar atividades irregulares de forças iranianas na Síria, instruiu as autoridades civis nas Colinas do Golã a preparar os abrigos antibomba, a empregar novas defesas e a mobilizar algumas forças da reserva.

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O mais alto general israelense, Gadi Eizenkott, cancelou uma visita programada em uma conferência de segurança anual para se encontrar com o ministro da Defesa, Avigdor Lieberman e outras autoridades de segurança nacional. Apesar de apoiada por Israel, a decisão dos EUA alimentou temores de confrontos regionais.

Duas horas após o anúncio da Casa Branca, a agência estatal Síria Sana informou a ocorrência de explosões em Kisweh, ao sul de Damasco. A defesa antiaérea síria interceptou dois mísseis israelenses, disse ainda Sana. O Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) informou que os mísseis visavam "um depósito de armas das milícias iranianas ou do Hizbullah libanês".

Irã e o Hizbullah, do Líbano, têm ajudado o ditador sírio, Bashar al-Assad a combater uma rebelião que já dura sete anos. Israel tem atacado, na esperança de impedir a formação de uma frente sírio-libanesa ao seu norte. Em 8 de abril, um ataque matou sete militares iranianos em uma base aérea síria. O Irã culpou Israel e prometeu retaliar.

A mídia israelense afirmou que as ordens para que abrigos antibomba fossem preparados em Golã não tiveram precedentes durante a guerra civil síria. Israel capturou o Golã da Síria em 1967 e o anexou. Israel posicionou o escudo de defesa aérea de curta distância no Golã, sugerindo que espera um ataque com foguetes ou morteiros.

O premiê israelense, Binyamin Netanyahu, elogiou a decisão americana em um discurso na TV. "Por meses agora, o Irã tem transferido armamento letal para suas forças na Síria, com o objetivo de atingir Israel", disse Netanyahu. "Vamos responder com força a qualquer ataque em nosso território."

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