Após quase 400 mortes provocadas por furacão, papa pede solidariedade ao Haiti

Número de vítimas pode crescer, já que muitas áreas ainda estão inacessíveis para as equipes de resgate

Cidade de Petrolina, no Sertão de PernambucoCidade de Petrolina, no Sertão de Pernambuco - Foto: Diego Nigro/Arquivo Folha

O papa Francisco lamentou nesta sexta-feira (7) os estragos causados pelo furacão Matthew no Haiti, onde quase 400 pessoas morreram. Em comunicado, o líder da Igreja Católica expressou sua "dor" e disse estar "próximo, em oração", das pessoas que foram atingidas pelo furacão, considerado o mais devastador a passar pelo Caribe em uma década.

A carta foi enviada pelo secretado de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, ao presidente da Conferência Episcopal do Haiti, cardeal Chibly Langlois. "O papa reza pelas vítimas do furacão e assegura sua proximidade e afeto espiritual aos feridos e a todos que perderam suas casas no desastre", destacou o comunicado. Francisco também encorajou a população a ser "solidária" entre si, "nesta nova prova para o país".

O furacão Matthew passou pelo Haiti na última terça-feira (4) e deixou 339 mortos, de acordo com o balanço mais recente. O número de vítimas pode crescer, já que muitas áreas ainda estão inacessíveis para as equipes de resgate. A região mais castigada foi o Sul do país, com 300 mil residências danificadas. Somente na cidade de Roche-a-Bateau, 50 pessoas morreram na vizinha Jeremie, onde 80% das casas vieram abaixo. Agentes do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) disseram que a situação do Haiti é "apocalíptica" e que há 500 mil crianças desabrigadas ou em zonas de risco.

Em 2010, o país foi devastado por um furacão e até hoje não conseguiu se recuperar.

Veja também

Vacina de Oxford gera 'resposta imune forte' em idosos, diz jornal
Covid-19

Vacina de Oxford gera 'resposta imune forte' em idosos, diz jornal

A 9 dias da eleição nos EUA, número de votos antecipados em 2020 ultrapassa os de 2016
EUA

A 9 dias da eleição nos EUA, número de votos antecipados em 2020 ultrapassa os de 2016