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Arábia Saudita ameaça desenvolver arma nuclear se Irã fizer

Declaração da Arábia Saudita acontece um dia depois de os Estados Unidos anunciarem sua retirada do acordo de 2015 entre o Irã e seis potências pelo qual Teerã se comprometeu a não desenvolver uma bomba atômica.

Secretario de Estado dos EUA, Mike Pompeo, ao lado do Ministro de Relações Exteriores da Arábia Saudita, Adel al-JubeirSecretario de Estado dos EUA, Mike Pompeo, ao lado do Ministro de Relações Exteriores da Arábia Saudita, Adel al-Jubeir - Foto: Departamento de Estado (EUA)

A Arábia Saudita tentará desenvolver suas próprias armas nucleares se o Irã o fizer, disse nesta quarta-feira (9) à CNN o ministro das Relações Exteriores, Adel al Jubeir, em meio às tensões crescentes entre adversários regionais.

Consultado se Riad construiria "uma bomba própria" se Teerã aproveitar a retirada dos Estados Unidos do acordo nuclear de 2015 para retomar seu programa de armas atômicas, Juber respondeu: "se o Irã adquirir capacidade nuclear, faremos tudo o possível para fazer o mesmo".

A Arábia Saudita afirma há tempos que, se o Irã desenvolver a arma nuclear, fará o mesmo. No entanto, a declaração de seu chanceler acontece apenas um dia depois de os Estados Unidos anunciarem sua retirada do acordo de 2015 entre o Irã e seis potências pelo qual Teerã se comprometeu a não desenvolver uma bomba atômica.

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Riad, que nunca escondeu suas reservas em relação ao acordo, elogiou imediatamente o anúncio realizado por Donald Trump, seu grande aliado. Nesta quarta-feira (09), a Arábia Saudita foi alvo de novos ataques com mísseis balísticos disparados pelos huthis rebeldes do Iêmen, apoiados pelo Irã.

"Esses mísseis são de fabricação iraniana e foram entregues aos huthis. Um comportamento assim é inaceitável. Pisa nas resoluções das Nações Unidas sobre os mísseis balísticos. E os iranianos devem ser responsabilizados por isso", disse Jubeir à CNN.

"Tentamos evitar ao máximo uma ação militar direta contra o Irã, mas o Irã continua se comportando assim. Isso representa uma declaração de guerra", acrescentou o ministro.

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