Argentina rebate acusação de xenofobia por maior controle migratório

O secretário destacou que a "Argentina tem sofrido nos últimos anos um avanço do narcotráfico, do tráfico de pessoas, da lavagem de dinheiro e de crimes transacionais"

O secretário argentino para os Direitos Humanos, Claudio Avruj, defendeu nesta quinta-feira as novas medidas de controle migratório do governo de Mauricio Macri, negando que constituam discriminação ou xenofobia. "Atuar mais nos controles não implica em xenofobia ou discriminação", disse Avruj em declarações à rádio El Mundo.

O secretário destacou que a "Argentina tem sofrido nos últimos anos um avanço do narcotráfico, do tráfico de pessoas, da lavagem de dinheiro e de crimes transacionais".

O funcionário se referia à criação de uma Comissão Nacional de Fronteiras e ao lançamento de um sistema que obriga as empresas aéreas a antecipar os nomes de seus passageiros, medidas promovidas por Macri.

Segundo Avruj, a Argentina seguirá "dando as boas-vindas a todos que venham trabalhar, investir ou estudar" no país, e os controles "têm a ver com aqueles que têm pendências penais e consideram que a Argentina é um lugar fácil para cometer crimes".

A ministra argentina da Segurança, Patricia Bullrich, declarou que peruanos e paraguaios chegam ao país para se matar pelo controle do tráfico de drogas e manifestou a necessidade de "ordenar nossas relações com Paraguai, Bolívia e Peru".

O ministro boliviano do Interior, Carlos Romero, reagiu qualificando as declarações de Bullrich de xenófobas e discriminatórias.

"A chancelaria vai convocar a representação diplomática, o embaixador argentino acreditado na Bolívia (Normando Álvarez), com o objetivo de pedir explicação (...) por estas declarações desastrosas".

"Devemos rejeitar este tipo de estigmatização contra nossos compatriotas, que coincide com o discurso xenófobo de (Donald) Trump, declarou Romero em referência ao presidente dos Estados Unidos.

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