Assange consegue adiar por um mês interrogatório da Suécia

Assange vive na embaixada equatoriana em Londres desde junho de 2012, quando pediu asilo às autoridades equatorianas para evitar ser extraditado para a Suécia.

Skank Skank  - Foto: Paullo Allmeida/PCR Imagem

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, refugiado na embaixada equatoriana em Londres, pediu que as diligências para que a Suécia o interrogue no caso de violência sexual sejam adiadas de 17 de outubro para 14 de novembro - informou o Ministério Público do Equador nesta quarta-feira (12).

"O dia 14 de novembro de 2016, às 10h, será a nova data, em que se ouvirá a versão de Julian Assange, solicitada pelo Ministério Público da Suécia mediante a Assistência Penal Internacional", relatou o organismo equatoriano.

O texto acrescenta que foi Assange, de 45, "que solicitou adiar a prática das diligências processuais", inicialmente previstas para a próxima segunda-feira (17), na embaixada do Equador em Londres.

"O pedido foi feito por escrito, através do embaixador do Equador no Reino Unido, o qual argumentou suas razões de garantias de proteção e defesa de sua pessoa", indicou o MP em um comunicado.

O procurador equatoriano Wilson Toainga receberá o depoimento de Assange, a quem a Suécia quer interrogar no âmbito de um caso de estupro cometido em 2010. Assange nega o crime, que expira apenas em 2020.

Em setembro passado, o MP federal havia informado que Toainga "tomará a declaração com base em uma lista de perguntas entregue pelo Ministério sueco da Justiça (...) assim como uma possível coleta de amostras de fluidos corporais", se houver o consentimento do criador do WikiLeaks.

Assange vive na embaixada equatoriana em Londres desde junho de 2012, quando pediu asilo às autoridades equatorianas para evitar ser extraditado para a Suécia.

Ele se recusa a voltar para a Suécia por medo de ser extraditado para os Estados Unidos e ser processado pelo vazamento em 2010, no WikiLeaks, de cerca de 500.000 documentos sigilosos sobre Iraque e Afeganistão, assim como 250.000 telegramas diplomáticos - os chamados "cables". Se for processado e considerado culpado, pode ser condenado a uma longa pena de prisão, ou à morte.

Em setembro, um tribunal de apelação sueco decidiu manter a ordem de detenção internacional contra Assange.

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