Assange rejeita relatório dos EUA sobre ingerência eleitoral russa

"O relatório publicado na sexta-feira (...) não é um relatório de inteligência. Ele não tem a estrutura de um relatório de inteligência", disse Assange

Donald TrumpDonald Trump - Foto: Michael Vadon/ Fotos Públicas

O fundador do Wikileaks, Julian Assange, chamou nesta segunda-feira (09)de pobre e embaraçoso o relatório dos serviços de inteligência dos Estados Unidos afirmando que a Rússia usou sua organização para favorecer Donald Trump.

"O relatório publicado na sexta-feira (...) não é um relatório de inteligência. Ele não tem a estrutura de um relatório de inteligência", disse Assange numa coletiva de imprensa por telefone de seu confinamento na embaixada equatoriana em Londres.

"É absolutamente constrangedor para a reputação dos serviços de inteligência dos Estados Unidos publicar algo assim e garantir que é um relatório", ressaltou.

"É um comunicado de imprensa", disse ele, "foi claramente concebido para ter um impacto político".

De acordo com o relatório americano, a Rússia tentou desacreditar a candidata democrata Hillary Clinton e ajudar Donald Trump a vencer as eleições presidenciais de 8 de novembro.

Para o FBI, a CIA e a NSA, as três principais agências de inteligência dos Estados Unidos, o presidente Vladimir Putin e o governo russo "desenvolveram uma clara preferência pelo presidente eleito Trump", que durante a campanha fez comentários favoráveis ​​ao líder russo.

Essa informação, em parte embaraçosa ou comprometedora, foi filtrada através do WikiLeaks.

O objetivo final do relatório, que "não apresenta evidências de qualquer tipo", é "deslegitimar a vitória de Donald Trump", segundo Assange.

O australiano voltou a negar que a Rússia tenha fornecido os documentos publicados durante a campanha eleitoral dos Estados Unidos: "as nossas fontes sobre a questão das eleições americanas não partiram de um ator estatal".

A Rússia também minimizou as conclusões do relatório. "São acusações absolutamente infundadas, de um nível amador", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, nesta segunda-feira.

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