Atentado suicida deixa 60 mortos no Mali

Em uma mensagem em rede nacional de TV, o presidente informou que o atentado deixou 60 mortos e 115 feridos

Ao menos 60 pessoas morreram nesta quarta-feira (18) em um atentado suicida - reivindicado pela Al-Qaeda no Magreb Islâmico (AQMI) - contra um campo de antigos rebeldes e membros de grupos armados pró-governo em Gao, no norte do Mali.

O presidente do Mali, Ibrahim Boubacar Keita, decretou três dias de luto nacional pelas vítimas do atentado, o mais mortífero da história recente do Mali.

Em uma mensagem em rede nacional de TV, o presidente informou que o atentado deixou 60 mortos e 115 feridos, sem precisar se o número incluía os autores do atentado.

Segundo o governo, cinco suicidas participaram do ataque, mas o grupo jihadista argelino Mokhtar Belmokhtar, ligado à AQMI há mais de um ano, citou apenas um autor, identificado como "Abdelhadi Al Fulani", em comunicado publicado pela agência mauritana Al Ajbar.

O mesmo grupo reivindicou o atentado suicida com um carro-bomba contra o Aeroporto de Gao em 29 de novembro de 2016.

A missão da ONU no Mali (MINUSMA) mencionou "dezenas de mortos e dezenas de feridos", precisando que o campo abriga 600 combatentes.

Em março de 2012, o norte do Mali caiu nas mãos de grupos jihadistas ligados à Al-Qaeda que, aliados aos tuaregues, fizeram o Exército retroceder. Em seguida, os jihadistas expulsaram os tuaregues.

Com a intervenção militar da França, iniciada em 2013 e que permanece, os grupos armados acabaram cedendo terreno, mas as forças armadas locais e estrangeiras seguem sem controlar vastas áreas do país, apesar da assinatura do acordo de paz de junho de 2015 para isolar os jihadistas.

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