'Babá assassina' de Manhattan é condenada à prisão perpétua

Ao final de seis semanas de julgamento e apesar do testemunho de especialistas de que Ortega sofria de problemas psiquiátricos, o júri declarou a babá culpada

Central ParkCentral Park - Foto: wikipedia

Yoselin Ortega, a babá dominicana que em 2012 matou as duas crianças sob seus cuidados, em Manhattan, foi condenada nesta segunda-feira à prisão perpétua nos Estados Unidos. A mulher de 56 anos alegava que cometeu o duplo assassinato - de Leo e Lucia Krim - durante um momento de loucura. Leo tinha dois anos e Lucia, seis, quando foram esfaqueados e mortos no dia 25 de outubro de 2012.

Ao final de seis semanas de julgamento e apesar do testemunho de especialistas de que Ortega sofria de problemas psiquiátricos e se encontrava em estado "dissociativo" no momento dos crimes, o júri declarou a mulher culpada.

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O juiz Gregory Carro aceitou o pedido dos pais das crianças e do promotor e determinou que Ortega, uma "narcisista maligna" e o "mal em estado puro", não recupere a liberdade sob qualquer forma.

Pela primeira vez desde o início do julgamento, Ortega falou, para pedir clemência em razão de sua doença mental. Com lágrimas nos olhos, se desculpou.

O crime ocorreu no apartamento dos Krim - uma família de classe média alta - em Upper West Side de Manhattan, na zona do Central Park. A mãe, Marina Krim, que havia saído para buscar uma terceira filha, na aula de dança, encontrou Ortega no banheiro do apartamento junto com as crianças esfaqueadas na banheira.

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