Caravana da oposição a caminho da fronteira é atacada, dizem deputados venezuelanos

Imagens do ataque foram compartilhadas pelo presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, e da Assembleia Nacional do país.

Imagens do ataque postadas em perfil de Juan Guaidó no TwitterImagens do ataque postadas em perfil de Juan Guaidó no Twitter - Foto: reprodução/twitter

Deputados venezuelanos que integram a caravana da oposição a caminho da fronteira da Venezuela com a Colômbia denunciaram ataques que teriam ocorrido durante a madrugada desta sexta-feira (22). Nas redes sociais, eles compartilharam imagens que mostram vidros quebrados, estilhaços de vidro e marcas de sangue. As imagens e os relatos estão nas redes sociais do presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, e da Assembleia Nacional do país. 

"Não vão impedir que chegue a ajuda humanitária", disse a deputada Mariela Magallanes em vídeo publicado nas redes sociais. "Não querem deixar entrar ajuda humanitária, então vamos caminhando, atravessando o túnel de La Cabrera (na fronteira com a Colômbia)", acrescentou a deputada Delza Solorzano, também em vídeo.

A Assembleia Nacional é formada majoritariamente por parlamentares de oposição a Nicolás Maduro. O ditador venezuelano, porém, esvaziou os poderes da Assembleia Nacional, substituindo-a na prática pela Assembleia Nacional Constituinte, eleita sob suspeita de fraude.

A caravana com deputados está a caminho da cidade de Cúcuta, na fronteira da Venezuela com a Colômbia, para apoiar a estratégia de distribuição de ajuda humanitária organizada pelo líder opositor Juan Guaidó. De acordo com os parlamentares, o ataque ocorreu na região próxima à cidade de Guanare, no estado de Portuguesa e deixou o motorista de um dos ônibus ferido gravemente.

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Nas redes sociais, Guaidó reiterou o apoio aos parlamentares. "Respaldo total a nossos deputados e voluntários que se dirigem em caravana para Cúcuta, para a entrada da ajuda humanitária. A Venezuela está mobilizada com um propósito nobre e pacífico: salvar vidas. Não há razão alguma para impedir a esperança no país."

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, estará em Cúcuta nesta sexta-feira. No dia seguinte, data fixada por Guaidó para a entrada da ajuda humanitária na Venezuela, o chanceler estará em Roraima. A capital do estado, Boa Vista, e a cidade de Pacaraima abrigarão centros de distribuição de ajuda para os venezuelanos.

Na segunda-feira (25), Araújo participará, junto ao vice-presidente da República, Hamilton Mourão, de reunião do Grupo de Lima em Bogotá sobre a crise na Venezuela. O encontro é organizado pelo presidente colombiano, Iván Duque, e também contará com a presença do vice-presidente norte-americano, Mike Pence, e o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, Luis Almagro. Dos 14 países integrantes do Grupo de Lima, 11 reconhecem Juan Gauidó como presidente interino da Venezuela -a exceção é o México.

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