Casa de verão do Papa vira museu

Castel Gandolfo está situado a 25 Km ao Sul de Roma. Suntuosa residência estará aberta ao público a partir deste sábado

Vista externa da residência, na região de Lazio, na ItáliaVista externa da residência, na região de Lazio, na Itália - Foto: Alberto Pizzoli/AFP

 

O Vaticano mostrou nesta sexta os apartamentos da suntuosa residência de verão dos papas nas Vilas Pontifícias de Castel Gandolfo, perto de Roma, abertos ao público a pedido expresso do papa Francisco, que nunca os utilizou e quer transformá-los em um museu.
A partir deste sábado , os aposentos usados pelos pontífices para passar as férias de verão poderão ser visitados pelo público em geral, oferecendo um olhar mais íntimo sobre a vida dos papas.
Graças a um itinerário organizado pelos Museus Vaticanos, o espaço, localizado 25 km ao Sul de Roma, com vista para o lago Albano, vai passar de residência de verão a atração turística.
Esta mudança se deve a uma decisão de Francisco, que desde o início do seu papado, em 2013, renunciou a se trasladar a este recanto aprazível nos arredores de Roma para passar os meses mais quentes do ano, como era a tradição.
Cumprindo o desejo do papa, o espaço foi aos poucos sendo aberto ao público, começando pelos famosos jardins ornamentais italianos, depois a Galeria dos Retratos dos Pontífices, e agora os quartos usados pelos papas como retiro de verão.
Construída sobre ruínas imperiais, entre elas um teatro romano, Castel Gandolfo é a maior residência do Vaticano. No segundo andar, ainda se pode perceber a presença do papa Bento XVI, que deixou no escritório 12 volumes de léxico teológico em alemão.
Antes dele, o papa polonês João Paulo II (1978-2005) passou longas temporadas na residência e inclusive mandou construir uma piscina no local.
A principal atração da visita será o quarto decorado em tons de verde claro onde dormiram 15 papas. Lá, os visitantes poderão ver a cama de solteiro, com uma cabeceira de madeira e mármore, e uma capela adjacente onde várias gerações de papas se ajoelharam para rezar.
Este cômodo de tamanho médio é o lugar mais acolhedor para o visitante, que antes tem de passar por uma série de salas protocolares, quase desprovidas de móveis. Naquele quarto morreram dois papas: Pio XII em 1958 e Paulo VI em 1978.

Outrora creche

O lugar já esteve aberto ao público durante o final da Segunda Guerra Mundial, quando cerca de 12 mil habitantes dos arredores encontraram refúgio na propriedade de 55 hectares.
O quarto do papa se transformou em uma creche onde dormiram cerca de 40 bebês, alguns dos quais inclusive tiveram que ser colocados na cama do pontífice. Daí surgiu o apelido “as crianças do papa” e os nomes de batismo que fo­ram outorgados aos bebês, Eugenio para alguns e Pio para outros.

 

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