Cerca de 20 imigrantes mortos perto da costa da Espanha

Navio "Sorolla" alertou as autoridades espanholas e marroquinas, que enviaram equipes de resgate para a área

Imigrantes em frente a um centro de acolhimento em Melila, em fevereiro de 2014Imigrantes em frente a um centro de acolhimento em Melila, em fevereiro de 2014 - Foto: AFP / Blasco de Avellaneda

Cerca de vinte imigrantes da África Subsaariana foram encontrados mortos em águas próximas ao enclave espanhol de Melilla, na costa norte do Marrocos, informou neste domingo a delegação do governo da Espanha na cidade.

Um navio que zarpou de Melilla no sábado à tarde "avistou a quatro ou cinco milhas de navegação cerca de vinte corpos flutuando no mar", indicou uma porta-voz da delegação do governo.

O navio "Sorolla" alertou as autoridades espanholas e marroquinas, que enviaram equipes de resgate para a área.

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Devido às "correntes e ao estado do mar", as equipes de resgate rastrearam "uma grande área" em um "dispositivo que se estendeu até a noite", explicou a porta-voz.

Por se tratarem das águas territoriais marroquinas, os corpos foram levados para aquele país.

Marrocos ainda não forneceu um balanço definitivo de vítimas.

Ao retornarem a Melilla, as unidades do Grupo Especial de Atividades Subaquáticas (Geas), avistaram outro corpo, de um homem, que foi recuperado e levado para o enclave espanhol.

Em 2017, a Espanha se consolidou como o terceiro ponto de entrada para os imigrantes clandestinos por mar na Europa, especialmente através do Mediterrâneo em embarcações precárias.

Estas chegadas quase triplicaram para 21.663 (8.162 em 2016), de acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), que relatou 223 mortes no ano passado (128 em 2016).

Em janeiro deste ano, a OIM registrou 1.279 chegadas na Espanha pela rota do Mediterrâneo e 28 mortos ou desaparecidos nas travessias sem contar esta última tragédia.

Sete imigrantes africanos morreram no dia 15 de janeiro quando tentavam chegar à ilha de Lanzarote, arquipélago das ilhas Canárias, em um barco precário do qual foram resgatados mais vinte pessoas.

A rota para as Canárias, a 100 km das costa africana no Oceano Atlântico, tem sido menos usada nos últimos anos, depois de ter sido uma das principais entradas da imigração ilegal até meados de 2016.

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