China pede que universitários avaliem "riscos" de estudar nos Estados Unidos

A solicitação foi divulgada em um contexto de guerra comercial entre Pequim e Washington

presidente da China, Xi Jinping, e Donald Trump, EUApresidente da China, Xi Jinping, e Donald Trump, EUA - Foto: Fred Dufour/AFP

A China fez um apelo nesta segunda-feira (3) a seus universitários para que avaliem com cuidado os "riscos" de estudar nos Estados Unidos, citando restrições recentes e a rejeição de visto a cidadãos chineses.

O ministério da Educação chinês pediu em um comunicado aos estudantes universitários para que sejam "conscientes da necessidade de adotar mais precauções e de fazer todos os preparativos adequados" neste contexto.

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A solicitação foi divulgada em um contexto de guerra comercial entre Pequim e Washington e de rejeição crescente nos Estados Unidos à entrada de estudantes e pesquisadores chineses.

Os republicanos apresentaram em meados de maio um projeto de lei no Congresso que proibiria a qualquer pessoa vinculada ao exército chinês a obtenção de visto de estudante ou pesquisador, o que provocou críticas da China.

O ministério chinês da Educação mencionou nesta segunda-feira dificuldades como o aumento do prazo de tramitação dos pedidos, a redução do período de validade e o aumento do índice de rejeição de vistos. "Isto afeta os chineses que estudam nos Estados Unidos e também os que completaram com sucesso seus estudos", afirma o comunicado publicado no site do ministério.

O projeto de lei apresentado no Congresso pede ao governo que estabeleça uma lista de instituições científicas e de engenharia vinculadas ao exército para "proibir que os indivíduos empregados ou patrocinados por estas instituições militares chinesas obtenham um visto".

O jornal New York Times informou em abril que as autoridades americanas já estavam rejeitando o visto de chineses suspeitos de vínculos com os serviços de inteligência de seu país.

Atualmente há 360.000 estudantes chineses nos Estados Unidos, de acordo com dados divulgados em março pela agência estatal Xinhua.

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