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China registra surto de gripe aviária

As autoridades já sacrificaram 17.828 aves após o anúncio

Gripe aviária Gripe aviária  - Foto: Prefecture de Miyazaki

Além de lidar com a epidemia do coronavírus, que já contaminou mais de 17 mil pessoas no país, a China registra agora um novo surto de gripe aviária. Uma versão agressiva do H5N1 foi detectada em uma fazenda na cidade de Shaoyang, província de Hunan, informou o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais. Os primeiros casos foram relatados no sábado (1º), em uma fazenda com 7.850 galinhas, das quais 4.500 morreram devido à gripe.

As autoridades já sacrificaram 17.828 aves após o anúncio. A gripe aviária é altamente contagiosa entre os animais. Há contágio para humanos que tenham contato com os animais, mas a transmissão entre humanos é mais rara. Segundo o jornal New York Times, a Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu atenção aos casos em seres humanos para que se monitore a transmissão nesse novo registro da doença.

Segundo dados da OMS, desde 2003, a gripe aviária H5N1 matou cerca de 455 pessoas em todo o mundo. O registro de gripe aviária é novo baque no agronegócio chinês. Ocorre no momento em que país previa aumento na produção e consumo desse tipo de carne para compensar outro problema sanitário local, o surto de peste suína africana.

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Os primeiros casos da peste suína foram registrados em agosto de 2018. De lá para cá, reduziu quase pela metade o rebanho de porcos do país, segundo dados oficiais. A doença chegou a todas as províncias e já há casos em vários outros países.

Devido ao abate de matrizes, a previsão era de queda de 15% na oferta de carne suína neste ano, apontou um relatório do Rabobank, banco especializado em
agronegócio.

Nesta segunda-feira (3), em seu primeiro dia de operação desde o dia 23 de janeiro, o mercado de ações chinês fechou com forte queda devido ao temor da ampliação da epidemia de coronavírus.

O índice que reúne todas as ações negociadas na Bolsa de Xangai terminou o dia com queda de 7,72%. Já a Bolsa de Shenzhen recuou 8,41%. Foi a maior queda diário desde 2015, em um momento de pânico nos mercados pela epidemia do novo coronavírus no gigante asiático.

Mais de 2.600 ações caíram até o limite diário de 10%, de acordo com a agência Bloomberg.

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