Cinzas de Fidel viajam por Cuba em despedida

Autoridades do governo, do Partido Comunista e Dalia Soto del Valle

Silvio Costa Filho (PRB)Silvio Costa Filho (PRB) - Foto: Divulgação

 

Após dois dias de homenagens póstumas, as cinzas de Fidel Castro finalmente deixaram a capital cubana ontem para viajar pelo país até Santiago de Cuba (Leste), o berço da revolução e onde devem ser enterradas no domingo.

Protegida por cristais e coberta com a bandeira cubana, a urna funerária de madeira com as cinzas de Fidel viaja sobre uma estrutura adornada com flores brancas puxada por um veículo militar.

Até então exposta em um salão do ministério das Forças Armadas desde a cremação do “Comandante”, a urna partiu pela manhã a bordo de um comboio que deve seguir por um trajeto de 950 km, percorridos na direção oposta que o percurso feito por Fidel Castro no momento da vitória da sua guerrilha em 1959.

“Eu sou Fidel!”, “Somos todos Fidel!” e “Viva Fidel”, gritavam os milhares de cubanos que foram às ruas para se despedir do homem que os governou por quase meio século e que faleceu na sexta-feira aos 90 anos de idade.

“Nasci com a Revolução e me formei graças a Revolução. Venho de uma família humilde, sou negra e em outros tempos não teria tido a oportunidade de ser o que sou hoje”, declarou María de los Ángeles González, uma engenheira de 31 anos.

Autoridades do governo, do Partido Comunista e Dalia Soto del Valle, viúva de Fidel, assistiram a cerimônia solene militar de despedida da comitiva. Depois de quatro dias de viagem, as cinzas de Fidel Castro serão enterradas no domingo no cemitério de Santa Ifigenia de Santiago, ao lado do mausoléu de José Martí, herói da independência de Cuba.

Este funeral irá selar o fim do luto nacional decretado por nove dias por seu irmão e sucessor Raul Castro.

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