Com maioria separatista, novo Parlamento catalão faz 1ª reunião

Ao longo do dia legisladores tomarão uma série de decisões, por exemplo, poderão aceitar que os três deputados catalães detidos e os cinco foragidos possam delegar seu voto

Carles PuigdemontCarles Puigdemont - Foto: Reprodução/ Facebook

O Parlamento regional catalão se reúne nesta quarta-feira (17) pela primeira vez desde a sua dissolução forçada e as eleições antecipadas de 21 de dezembro passado. Para desgosto do governo central espanhol em Madri, legisladores separatistas devem manter o controle da Casa.

A plenária, iniciada às 11h (às 8h em Brasília), será acompanhada com ansiedade no restante do país. Ao longo do dia legisladores tomarão uma série de decisões, algumas delas potencialmente controversas -por exemplo, poderão aceitar que os três deputados catalães detidos e os cinco foragidos possam delegar seu voto.

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A partir de sua inauguração, o Parlamento tem até dez dias úteis para convocar a eleição do presidente regional catalão. A data-limite é 31 de janeiro. Madri teme que os deputados voltem a escolher o ex-presidente separatista Carles Puidgemont, hoje foragido em Bruxelas. O governo espanhol deve recorrer à Justiça para impedi-lo, assim como planeja protestar ao Tribunal Constitucional caso os deputados ausentes possam delegar seus votos.

Puigdemont, afinal, esteve por trás do plebiscito independentista de 1° de outubro, com 43% de participação e 90% dos votos a favor da separação. A consulta abriu a crise mais grave da história recente espanhola e levou o Madri a dissolver a administração catalã e antecipar as eleições regionais.

O governo central também acusou líderes separatista, entre eles Puigdemont, de crimes como rebelião e sublevação. Puigdemont fugiu a Bruxelas, de onde segue com sua campanha independentista. Ele provavelmente será detido de imediato caso volte a Barcelona, capital catalã. Apesar dos esforços do premiê espanhol, Mariano Rajoy, separatistas voltaram a vencer no pleito de 21 de dezembro, com 70 dos 135 assentos do Parlamento na aliança entre Juntos pela Catalunha, Esquerda Republicana e Candidatura de Unidade Popular.

Juntos pela Catalunha e Esquerda Republicana querem mais uma vez propôr Puigdemont como presidente catalão. Mas, sem poder voltar a Barcelona para sua posse, ele terá de discursar via Skype até o fim deste mês -algo que o próprio comitê legal do Parlamento considera ilegal.

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