Começa julgamento de Dylann Roof, acusado de massacre racista nos EUA

Ele é suspeito de ter matado a sangue frio nove paroquianos em uma igreja da comunidade negra da Carolina do Sul

Solenidade contou com a presença de aliados do governador Paulo Câmara (PSB)Solenidade contou com a presença de aliados do governador Paulo Câmara (PSB) - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

O processo contra Dylann Roof, um jovem acusado do pior massacre racista da história recente dos Estados Unidos, começou nesta segunda-feira em Charleston, no sudoeste do país.

O jovem, de 22 anos, que pode ser condenado à pena capital, é suspeito de ter matado a sangue frio nove paroquianos em uma igreja da comunidade negra da Carolina do Sul.

Meio século depois da abolição da segregação racial, Dylann Roof faz parte de uma minoria de americanos que continua professando a ideia da supremacia da raça branca.

Seu processo começou diante de um tribunal federal de Charleston, cidade com uma rica história, na qual se encontra a igreja metodista de Emanuel, onde Dylan Roof é acusado de ter aberto fogo contra os fiéis negros que participavam de uma reunião de estudo da Bíblia.

Os primeiros dias de audiência serão dedicados a selecionar os 12 membros do júri, algo crucial dado o caráter sensível do julgamento, que evoca os linchamentos e outros crimes cometidos na época em que os afro-americanos não tinham os mesmos direitos que os brancos.

O juiz Richard Gergel suspendeu, contudo, na manhã desta segunda-feira a seleção, porque, segundo explicou em um comunicado, tinha que abordar uma questão preliminar relativa aos direitos da defesa. Não informou quando retomaria a seleção do júri.

O massacre de 17 de junho de 2015, pelo qual deve responder Dylann Roof, comoveu ainda mais a opinião pública nacional e internacional por ter ensanguentado uma igreja que era símbolo da luta dos negros contra a escravidão.

"Tenho que fazê-lo. Vocês estão estuprando nossas mulheres e estão se apoderando do nosso país", teria dito Roof enquanto recarregava sua arma calibre 45.

Identificado pelas câmeras de vigilância, este "lobo solitário" que fazia apologia ao nazismo e ao apartheid, foi detido na manhã seguinte ao massacre.

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