Conselheira de Trump acusada de plágio recusa cargo no governo

O futuro conselheiro de Segurança Nacional, Michael Flynn, confirmou o anúncio e desejou a Crowley "o melhor no futuro"

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald TrumpO presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump - Foto: Don Emmert/AFP

A comentarista conservadora Monica Crowley, escolhida por Donald Trump para ser porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, anunciou nesta segunda-feira (16) que não aceitará o cargo na Casa Branca, após denúncias de plágio.

"Ao final de uma longa reflexão, decidi permanecer em Nova York para buscar outras oportunidades e não ocuparei qualquer posto na nova administração", revelou Crowley, escritora e comentarista da Fox News, em comunicado publicado pelo Washington Times.

"Sinceramente gostei de ter sido convidada para integrar a equipe do presidente Trump e seguirei apoiando com entusiasmo ele e sua agenda para a renovação" dos EUA.

O futuro conselheiro de Segurança Nacional, Michael Flynn, confirmou o anúncio e desejou a Crowley "o melhor no futuro".

Descrita como uma "intelectual reconhecida, com doutorado em Relações Internacionais", Crowley foi nomeada por Trump em 15 de dezembro passado para o cargo de conselheira de comunicação estratégica do Conselho de Segurança Nacional, um posto-chave da Casa Branca.

Mas em 7 de janeiro, a rede de televisão CNN divulgou dezenas de trechos plagiados no livro de Crowley "What the (Bleep) Just Happened", publicado em 2012 pela editora HarperCollins, que o retirou de circulação dias depois.

Posteriormente, o site Politico.com revelou outro plágio de Crowley, em sua tese de doutorado, concluída no ano 2000 na Universidade de Columbia (Nova York) sobre as relações diplomáticas entre Estados Unidos e China.

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