Conselho de Segurança indica ex-premiê português para chefiar ONU

Antonio Guterres recebeu 13 votos favoráveis e dois sem opinião no Conselho de Segurança

Rampage – Destruição TotalRampage – Destruição Total - Foto: Divulgação

O Conselho de Segurança da ONU concordou de forma unânime que o ex-premiê português Antonio Guterres, 67, deve ser o próximo secretário-geral das Nações Unidas.

Depois que nenhum dos membros do Conselho de Segurança da entidade com poder de veto votou contra ele em uma sexta votação secreta nesta quarta-feira (5), ele está no caminho de se tornar o próximo chefe da ONU.

O embaixador russo nas Nações Unidas, Vitaly Churkin, fez o anúncio nesta quarta-feira (5), depois que os países do Conselho se reuniram para avaliar os dez candidatos à vaga.

Os 15 membros do Conselho de Segurança depositaram seus votos para cada um dos dez candidatos entre as opções a favor, contra ou sem opinião. Guterres recebeu 13 votos favoráveis e dois sem opinião.

"Hoje [quarta] após nossa sexta votação nós temos um favorito claro e seu nome é António Guterres", disse o embaixador russo junto à ONU, Vitaly Churkin, a repórteres, ao lado de seus 14 colegas do Conselho de Segurança.

"Decidimos prosseguir para uma votação formal amanhã [quinta] de manhã às 10h, e esperamos que possa ser feita por aclamação", acrescentou Churkin, que ocupa a presidência do organismo até outubro.

Guterres serviu como chefe do Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados) entre junho de 2005 e dezembro de 2015. Ele liderava a preferência nas pesquisas sobre o próximo secretário-geral.

Para que Guterres seja formalmente recomendado à Assembleia-Geral de 193 membros, o Conselho de Segurança ainda precisa adotar uma resolução em reunião a portas fechadas. A resolução precisa de ao menos nove votos a favor e nenhum veto para ser aprovada.

Churkin disse que o Conselho de Segurança deve se reunir na manhã desta quinta-feira (6) para aprovar o nome de Guterres e recomendar sua candidatura aos 193 membros da Assembleia Geral, que deve dar a aprovação final.

Além de Guterres, eram candidatos Susana Malcorra (chanceler argentina), Vesna Pusic (ex-chanceler da Croácia), a búlgara Irina Bokova (chefe da Unesco), Helen Clark (ex-premiê da Nova Zelândia), Natalia Gherman (ex-chanceler de Moldova), Danilo Türk (ex-presidente esloveno), Vuk Jeremic (ex-chanceler sérvio) e Igor Luksic (chanceler de Montenegro).

O atual secretário-geral, o sul-coreano Ban Ki-moon, deixa o cargo em 31 de dezembro.

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