Coreia do Norte promete acelerar programa nuclear após sanções da ONU

Medida é resposta às sanções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU após o sexto teste nuclear do país

Embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley, vota a favor das novas sançõesEmbaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley, vota a favor das novas sanções - Foto: Kena Betancur/AFP

A Coreia do Norte prometeu acelerar seus programas militares, em resposta às "maléficas" sanções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU após o sexto teste nuclear do país.

"A adoção de uma ilegal e maléfica nova 'resolução de sanções' impulsionadas pelos Estados Unidos constitui uma oportunidade para que a Coreia do Norte comprove que o caminho que escolheu é absolutamente correto", declarou o Ministério norte-coreano das Relações Exteriores em nota divulgada pela agência oficial de notícias KCNA.

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A Coreia do Norte "redobrará esforços para incrementar seu poderio e proteger a soberania nacional e o direito a existir", acrescentou o comunicado.

A Chancelaria norte-coreana também rejeitou a resolução, classificando-a de "odiosa provocação destinada a privar a Coreia do Norte de seu legítimo direito à autodefesa e a sufocar seu Estado e seu povo por meio de um bloqueio econômico de grande envergadura".

Em Seul, o Ministério da Unificação alegou que se trata da "resposta mais moderada [de Pyongyang] a uma resolução do Conselho de Segurança da ONU". Na segunda-feira (11), a ONU aprovou por unanimidade a resolução promovida pelos Estados Unidos e apoiada por China e Rússia. Esta foi a oitava série de sanções e proíbem as exportações têxteis da Coreia do Norte e restringem seu abastecimento em petróleo e gás.

Washington queria impor à Coreia do Norte um embargo total sobre suas importações de petróleo e congelar os bens de seu dirigente, Kim Jong-un, mas teve de ceder para conseguir o apoio de Pequim e Moscou. A nova resolução prevê limitar as entregas de petróleo à Coreia do Norte a seu nível dos 12 últimos meses.

O texto proíbe ainda a concessão de novas permissões de trabalho aos cerca de 93.000 norte-coreanos que trabalham no exterior e constituem uma importante fonte de receita para o governo.

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