Coreias criam escritório de ligação e acordam discutir reunificação familiar

As duas Coreias também concordam em abrir um escritório de ligação na cidade norte-coreana de Kaesong, na fronteira. O local abrigava um parque industrial até 2016. Enquanto isso, nos EUA, um dos principais assessores do ditador norte-coreano, Kim Jong-u

Líderes assinaram acordo de desnuclearizaçãoLíderes assinaram acordo de desnuclearização - Foto: Korea Summit Press Pool/AFP

As duas Coreias concordam durante uma reunião de alto nível nesta sexta-feira (1º) em realizar conversas neste mês sobre temas militares e a reunificação de famílias divididas pela guerra.

O encontro ocorreu no vilarejo de Panmunjom, na Zona Desmilitarizada das Coreias, entre o ministro da Unificação do Sul, Cho Myoung-gyo, e o diretor do comitê da reunificação pacífica do Norte, Ri Son Gwon.

As conversas sobre questões militares ocorrerá em 14 de junho no lado norte de Panmunjon; sobre intercâmbio esportivo, no lado sul em 18 de junho; e sobre as reunificações familiares no monte Kumgang, no norte, em 22 de junho.

A guerra da Coreia (1950-53) terminou com uma trégua e não um tratado de paz.
As reunificações das famílias é um tema sensível que poderia ajudar a restaurar a confiança mútua, mas que não tem avançado devido à falta de engajamento político, disse Elhadj As Sy, secretário-geral da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, que esteve em Seul para discutir planos para os encontros.

Leia também:
Trump receberá enviado da Coreia do Norte para acertar reunião
Críticos repudiam foto de Ivana Trump com seu filho

"Com mais engajamento e abertura política, muitos obstáculos serão levantados", disse Sy.  A federação espera que a Coreia do Norte permita que ela forneça mais ajuda à população. Segundo Sy, cerca de 10 milhões de norte-coreanos, ou 10% da população, precisam de ajuda humanitária.

As duas Coreias também concordam em abrir um escritório de ligação na cidade norte-coreana de Kaesong, na fronteira. O local abrigava um parque industrial até 2016.
Enquanto isso, nos EUA, um dos principais assessores do ditador norte-coreano, Kim Jong-un, deixou seu hotel em Nova York em um comboio de SUVs em direção a Washington.

Kim Yong-chol, ex-chefe da inteligência militar, leva uma carta do ditador para ser entregue pessoalmente ao presidente Donald Trump.  Ele é o funcionário norte-coreano de mais alto escalão a visitar os EUA em 18 anos, e sua viagem à Casa Branca será um sinal simbólico do aliviamento das tensões entre os dois países.

Em 2000, o vice-marechal Jo Myong Rok se encontrou com o presidente Bill Clinton e a secretária de Estado Madeleine Albright, em Washington. Sua presença foi permitida nos EUA apesar de ele estar na lista de sanções dos EUA, e autoridades norte-coreanos normalmente não têm permissão para deixar a área de Nova York.

Apesar da melhora nos sinais, em encontro na quinta-feira com o chanceler russo, Serguei Lavrov, o ditador Kim reclamou da influência americana. "Enquanto nos movemos para nos ajustar à situação política tendo em vista a hegemonia americana, estou disposto a trocar opiniões detalhadas e profundas com sua liderança", disse o ditador a Lavrov.

Veja também

Chuvas deixam dois mortos e mais de 185.500 afetados na Guatemala
Desastre

Chuvas deixam dois mortos e mais de 185.500 afetados na Guatemala

Dinamarquês Eriksen está consciente após cair desacordado em jogo da Eurocopa
Esportes

Dinamarquês Eriksen está consciente após cair desacordado em jogo da Eurocopa