Dalai Lama visita a Mongólia apesar dos protestos de Pequim

Centenas de pessoas se reuniram diante do templo Gandantegchilen de Ulan Bator para observar o líder espiritual tibetano.

Ministro da Secretaria de Governo, Carlos MarunMinistro da Secretaria de Governo, Carlos Marun - Foto: José Cruz/Agência Brasil

O Dalai Lama se reuniu neste sábado (19) com monges e fiéis budistas como parte de uma visita de quatro dias à Mongólia, apesar dos protestos da China, que havia solicitado o veto a sua entrada no país.

Centenas de pessoas se reuniram diante do templo Gandantegchilen de Ulan Bator para observar o líder espiritual tibetano.

Um monge chamado Dolgoriin Lkhagva disse à AFP que percorreu 600 km por estradas geladas para ouvir o Dalai Lama e levar sua mensagem aos fiéis.

A russa Daritseren Luvsanova, 73 anos, afirmou que atravessou a fronteira e dirigiu por 12 horas para participar no evento.

A Mongólia, onde vivem muitos budistas tibetanos, é um país muito dependente da China, em particular para o comércio.

O ministro mongol das Relações Exteriores, Tsendiin Munkh-Orgil, tentou aplacar a indignação de Pequim afirmando que as autoridades do país não tinham nenhuma relação com a visita puramente religiosa.

"A China se opõe firmemente às atividades separatistas que o Dalai Lama realiza contra China em vários países", afirmou na sexta-feira o porta-voz da diplomacia chinesa, Geng Shuang.

Ele também pediu à Mongólia que não autorizasse a visita do Dalai Lama e não facilitasse as atividades separatistas de seu grupo.

Ao chegar na sexta-feira à capital do país, o Dalai Lama destacou a "relação única e antiga" entre o Tibete e a Mongólia.

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