Donald Trump nega crise na transição

Apesar das garantias dadas pelo republicano, pessoas próximas do processo de transição descrevem a ocorrência de uma “luta de poderes”

Mauricio e Iasmin usam o vermelho e afirmam: não somos da galera do “pato amarelo”Mauricio e Iasmin usam o vermelho e afirmam: não somos da galera do “pato amarelo” - Foto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

 

Donald Trump busca eliminar a impressão de que há desordem generalizada na composição de seu futuro governo. “Um processo muito organizado está em andamento enquanto eu decido sobre o gabinete e muitos outros cargos. Eu sou o único que sabe quem são os finalistas”, afirmou.
Trump voltou a criticar o “New York Times”, que publicou uma reportagem em que relata uma “desordem” na equipe de transição e confusão nos contatos de líderes estrangeiros com Trump.
“A matéria do falho @nytimes está totalmente errada sobre a transição. Ela está indo muito suave. E também tenho falado com muitos líderes estrangeiros. Tenho recebido e feito ligações para muitos líderes estrangeiros, apesar do que o falho @nytimes disse.

"Rússia, Reino Unido, China, Arábia Saudita, Japão, Austrália, Nova Zelândia e outros. Eu estou sempre disponível para eles”, disse. “@nytimes está chateado que eles estão parecendo idiotas em sua cobertura sobre mim”, completou.
Apesar das garantias dadas pelo republicano, pessoas próximas do processo de transição descrevem a ocorrência de uma “luta de poderes” entre os assessores que se preparam para o início do novo governo, em janeiro.
O grupo de transição tem enfrentado tensões. Na última terça, o ex-deputado e ex-agente do FBI Mike Rogers, que há meses ocupava papel central em assuntos de segurança na transição, pediu demissão.
Na sexta passada, o vice de Trump, Mike Pence, assumiu o comando da transição, antes a cargo de Chris Christie, governador de Nova Jersey.
Uma semana após ser eleito, Trump anunciou apenas que Reince Priebus, presidente do Comitê Nacional do Partido Republicano, será seu chefe de gabinete e que Steve Bannon será o chefe de estratégia e principal assessor da nova Casa Branca.
A nomeação de Bannon, considerado um representante da ultra direita dos EUA, gerou polêmica no país.
Vozes opostas
O senador americano Bernie Sanders, ex-pré-can­didato democrata na corrida pela Casa Branca, pediu ontem ao presidente eleito, Donald Trump, que cancele a nomeação do ultraconversador Steve Bannon como seu principal estrategista e assessor na Casa Branca.
“A nomeação, por parte do presidente eleito Trump, de um indivíduo racista como o senhor Bannon para ocupar uma posição de autoridade, é totalmente inaceitável”, expressou Sanders, em uma nota oficial. Bannon, de 62 anos, ficou conhecido como responsável pelo “site” de notícias Breitbart, considerado porta-voz da ultradireita americana.

 

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