EI faz “guerra de fumaça” contra civis

Segundo um comunicado da ONU, entre 600 e 800 pessoas pediram assistência médica devido a esta nuvem tóxica provocada pelo incêndio da usina de enxofre

Ex-governador Joaquim FranciscoEx-governador Joaquim Francisco - Foto: Jedson Nobre/Folha de Pernambuco

 

A espessa fumaça dos incêndios provocados pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI) para se proteger dos ataques aéreos tingiu de preto o céu do Norte do Iraque, criando um dramático pano de fundo na ofensiva contra Mossul. A utilização da fumaça com fins estratégicos na guerra é tão antiga quanto a própria guerra, mas as máscaras especiais e a tecnologia que as forças iraquianas dispõem deixam os efeitos nefastos aos civis bloqueados em meio ao conflito, em particular as crianças, as mais vulneráveis.

À medida que as forças iraquianas se aproximam de seu grande reduto de Mossul, o EI ateia fogo aos poços de petróleo e incendeia pneus dentro da cidade como parte de seu sistema defensivo - que inclui a queima de trincheiras repletas de petróleo - para obstruir a visão dos pilotos dos aviões de combate e dos sistemas de satélites do inimigo.

Segundo um comunicado da ONU, entre 600 e 800 pessoas pediram assistência médica devido a esta nuvem tóxica provocada pelo incêndio da usina de enxofre.

 

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