EUA defendem sanções à Rússia até que Crimeia seja devolvida à Ucrânia

"De qualquer modo, a terrível situação no leste da Ucrânia exige uma clara e firme condenação das ações da Rússia", frisou embaixadora americana na ONU

Navio de guerra russoNavio de guerra russo - Foto: Ozan Kose/AFP

A embaixadora americana na ONU, Nikki Haley, condenou nesta quinta-feira (2) as últimas "ações agressivas" da Rússia na Ucrânia, em suas primeiras declarações públicas no Conselho de Segurança.

"Nós queremos melhorar nossas relações com a Rússia. De qualquer modo, a terrível situação no leste da Ucrânia exige uma clara e firme condenação das ações da Rússia", frisou Haley.

Washington manterá as sanções impostas em 2014 à Rússia enquanto perdurar a anexação da península da Crimeia, informou a embaixadora. "Os Estados Unidos apoiam o povo da Ucrânia que sofre há quase três anos sob a ocupação e a intervenção militar russas", acrescentou.

Essa primeira intervenção dos EUA no Conselho de Segurança após a posse do presidente Donald Trump, no entanto, difere do tom amigável que o republicano tem usado com Moscou. Ele já afirmou, por exemplo, que é uma vantagem ter a simpatia do presidente russo, Vladimir Putin.

Em março de 2014, em meio a uma crise política na Ucrânia, Moscou anexou a península da Crimeia, de maioria étnica russa. Kiev e o Ocidente acusa a Rússia de apoiar grupos separatistas no leste ucraniano, o que Moscou nega.

Também nesta quinta-feira, o Departamento do Tesouro dos EUA revisou algumas sanções contra os serviços de inteligência da Rússia para facilitar a venda de equipamentos eletrônicos ao mercado russo.

A medida fazia parte das punições impostas pelo ex-presidente Barack Obama às agências de inteligência de Moscou devido à suposta interferência na eleição que levou Trump à Casa Branca.

Veja também

Acusado de furar fila da vacina, chefe do Estado-Maior espanhol renuncia
Coronavírus

Acusado de furar fila da vacina, chefe do Estado-Maior espanhol renuncia

Oslo em semiconfinamento devido a surto de variante inglesa do coronavírus
Coronavírus

Oslo em semiconfinamento devido a surto de variante inglesa do coronavírus