EUA endurecem contra o Irã

Presidente Donald Trump não descartou ontem uma ação militar contra os iranianos

Donald Trump Donald Trump  - Foto: Brendan Emialowski/afp

 

O presidente americano, Donald Trump, afirmou, na quinta-feira (2), ter advertido formalmente o Irã por seu recente teste de míssil, uma ação estimulada, segundo ele, pelo "desastroso" acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano. "O Irã foi formalmente advertido por ter lançado um míssil balístico. Deveria agradecer ao desastroso acordo que os Estados Unidos assinaram com eles!", afirmou Trump no Twitter, repetindo os comentários similares do assessor de Segurança Nacional, Michael Flynn, na última quarta-feira.
Em tom de ameaça, Trump disse ontem que “todas as opções estão sobre a mesa para lidar com o Irã”. Após a declaração, que dá a entender que a Casa Branca não descarta uma retaliação militar contra os iranianos, líderes republicanos no Congresso disseram defender novas sanções contra Teerã.O presidente da Câmara dos Representantes, o republicano Paul Ryan, disse que os Estados Unidos deveriam parar de ser “apaziguadores”. “Eu seria favorável a novas sanções ao Irã”, disse Ryan. Parlamentares envolvidos na Comissão de Assuntos Exteriores disseram que negociam com a Casa Branca uma maneira de pressionar o Irã o máximo possível, mas sem arruinar o acordo assinado em 2015, que interrompeu a produção de material nuclear no país.

"O Irã estava exausto e quase desabando até que chegaram os Estados Unidos e o salvaram com o acordo: 150 bilhões de dólares", acrescentou o presidente em seu tuíte referindo-se ao total que, segundo ele, representam as sanções levantadas em troca do acordo nuclear alcançado em junho de 2015.

A reação do governo iraniano foi imediata. "A advertência do governo americano ao Irã é sem fundamento e provocadora", respondeu o porta-voz da chancelaria iraniana, Bahram Ghasemi, citado pela agência estatal Irna. Segundo Ghasemi, as observações de Flynn acontecem num "momento em que os esforços da República Islâmica do Irã na luta contra os grupos terroristas no Oriente Médio são conhecidos por todos.

"É lamentável que a administração americana, ao invés de apreciar a nação iraniana por sua luta sem descanso contra o terrorismo, ajude na prática os grupos terroristas, repetindo as mesmas observações sem fundamento e adotando medidas incabidas", acrescentou. Na véspera, o ministro da Defesa iraniano, general Hossein Dehghan, confirmou a realização de um teste de míssil, e afirmou que isso não constitui uma violação do acordo nuclear. "Esta ação não está em contradição com o acordo , nem com a resolução 2231" que o ratificou.

 

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