EUA rechaçam relatório do TPI sobre crimes de guerra no Afeganistão

Diplomata lembrou que os Estados Unidos não assinaram o Estatuto de Roma

Recolhimento de lixo em PaulistaRecolhimento de lixo em Paulista - Foto: Divulgação

A diplomacia americana repudiou nesta terça-feira os resultados de um relatório preliminar do Tribunal Penal Internacional (TPI) sobre eventuais crimes de guerra cometidos nos anos 2000 no Afeganistão por militares americanos e agentes da CIA.

"Não acreditamos que o exame ou a investigação do TPI sobre atos do pessoal americano no Afeganistão sejam justificados ou apropriados", avaliou a porta-voz do Departamento de Estado, Elizabeth Trudeau.

"Dispomos de um sólido sistema nacional de investigação e responsabilidade que é tão bom quanto qualquer outro", destacou.

A diplomata lembrou que os Estados Unidos não assinaram o Estatuto de Roma, que criou o TPI, embora Washington apoie as investigações da corte sobre crimes de "genocídio" e condenou que vários países africanos, com África do Sul, Burundi e Gâmbia tenham anunciado sua retirada do organismo.

As forças americanas poderiam ter cometido crimes de guerra no Afeganistão entre 2003 e 2004, usando a tortura contra presos, destacou na segunda-feira a procuradora-chefe do TPI, Fatou Bensouda.

"Existe uma base razoável que permite acreditar que, durante o interrogatório destes detidos, membros das forças armadas americanas e da CIA recorreram a métodos constitutivos de crimes de guerra", afirmou.

A procuradora tem que decidir "de forma iminente" se pedirá aos juízes autorização para abrir uma investigação sobre os atos, mas também sobre acusações contra os talibãs e as forças governamentais afegãs.

Trudeau ressaltou que os Estados Unidos investigam regularmente as ações de suas tropas e julgam eventualmente seus militares e agentes acusados de delitos.

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