Ex-advogado de Trump é condenado a três anos de prisão

Ex-advogado do presidente norte-americano também terá que pagar cerca de US$ 2 milhões (R$ 7,7 milhões) em penalidades pelos crimes cometidos.

Michael CohenMichael Cohen - Foto: Timothy A. Clary / AFP

Michael Cohen, ex-advogado de Donald Trump, foi condenado nesta quarta-feira (12) a cumprir três anos de prisão por crimes cometidos enquanto trabalhava para o presidente, entre eles mentir para o Congresso sobre um negócio na Rússia e comprar o silêncio de duas mulheres que afirmavam ter tido casos com o republicano.

Ele também terá que pagar cerca de US$ 2 milhões (R$ 7,7 milhões) em penalidades pelos crimes cometidos. A decisão foi tomada pelo juiz federal William H. Pauley 3º em um tribunal de Manhattan.

Cohen, 52, compareceu à corte ao lado da mulher e dos filhos. Ao juiz, Cohen fez um discurso emocionado e assumiu responsabilidade por crimes como violação fiscal, mentir a um banco e comprar o silêncio da ex-atriz pornô Stormy Daniels e da ex-modelo da Playboy Karen McDougal para não prejudicar a campanha à Presidência de Trump.

"Minha fraqueza pode ser caracterizada como uma lealdade cega a Donald Trump", afirmou à corte. O juiz, em sua decisão, afirmou que as instituições democráticas do país dependem da honestidade de nossos cidadãos ao lidar com o governo. Ele qualificou os crimes como sérios, particularmente pelo fato de Cohen ser advogado.

O advogado de Cohen, Guy Petrillo, pediu que o juiz fosse leniente e considerasse a coragem de seu cliente e a "natureza extraordinária e significativa" de sua decisão de colaborar contra Trump.

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"Ele sabia que o presidente poderia encerrar a investigação... Ele veio a público oferecer evidência contra a pessoa mais poderosa em nosso país", disse Petrillo. "Ele fez isso sem saber qual seria o resultado, sem saber o efeito político", ou se a investigação sobre a interferência russa nas eleições de 2016 sobreviveriam.

Segundo Petrillo, Cohen quer colaborar mais com o FBI (polícia federal americana). Ele disse que era injusto da parte dos procuradores afirmarem que ele está se recusando a discutir outros crimes possíveis dos quais possa ter conhecimento.

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