FMI aprova formalmente plano de assistência à Argentina por US$ 50 bi

O plano de assistência financeira à Argentina durará três anos e é destinado a reforçar a economia e recuperar a confiança dos mercados.

Mauricio Macri, presidente da ArgentinaMauricio Macri, presidente da Argentina - Foto: Eitan Abramovich/AFP

O Diretório Executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou nesta quarta-feira (20), formalmente, o plano de assistência financeira à Argentina, no valor de US$ 50 bilhões e de três anos de duração, destinado a "reforçar a economia" e recuperar "a confiança dos mercados". "A decisão do Diretório permite às autoridades realizar uma compra imediata de US$ 15 bilhões. A metade desse montante (US$ 7,5 bilhões) será destinada ao apoio orçamentário", indicou o Fundo, em comunicado.

Além disso, ressaltou que o programa macroeconômico proposto pelo governo do presidente Mauricio Macri "reduz as necessidades de financiamento, canaliza a dívida pública argentina por uma trajetória descendente firme e assegura o plano de redução da inflação mediante metas mais realistas e o fortalecimento da independência do Banco Central".

Os US$ 35 bilhões restantes estarão disponíveis ao longo da duração do acordo, subordinados a avaliações trimestrais da organização, embora as autoridades argentinas já tenham informado por enquanto que serão tratados "com caráter precautório".

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O programa estabelece como metas fiscais um déficit primário de 2,7% do PIB neste ano e de 1,3% em 2019 e alcançar um equilíbrio primário em 2020, assim como uma paulatina queda da inflação a 17% para 2019 e 13% para 2020.

A instituição dirigida por Christine Lagarde ressaltou que o plano "inclui medidas para proteger os segmentos mais vulneráveis da sociedade mantendo a despesa social e, caso as condições sociais piorem, abrindo margem para aumentar a despesa na rede de proteção social argentina".

O presidente argentino Macri negociou um plano com o Fundo para atenuar a abrupta desvalorização da moeda do começo de maio e que inclui, além disso, que o Banco Central deixe flutuar livremente a taxa de câmbio e não seguirá intervindo para aplacar o avanço do dólar.

Aos US$ 50 bilhões do FMI, se somarão outros US$ 5,65 bilhões que a Argentina receberá do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), assim como do Banco Mundial e do CAF-Banco de Desenvolvimento da América Latina.

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