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Forças dos EUA que mataram 33 civis no Afeganistão agiram em 'legítima defesa'

A missão "Resolute Support" da Otan, dirigida pelo general John Nicholson, é integrada principalmente por 8.500 militares

No encontro, que contou também com a presença da vice-governadora Luciana Santos, foram abordados os principais avanços e realizações de 2019No encontro, que contou também com a presença da vice-governadora Luciana Santos, foram abordados os principais avanços e realizações de 2019 - Foto: Hélia Scheppa/SEI

As forças americanas que mataram 33 civis afegãos em novembro de 2016 em ataques aéreos perto de Kunduz (norte) agiram em "legítima defesa" contra os talibãs, revela nesta quinta-feira (12) uma investigação militar dos Estados Unidos.

"A investigação mostrou que as forças americanas agiram em legítima defesa, respeitando as leis da guerra e as regras", indicou em um comunicado a missão das forças armadas americanas no Afeganistão (USFOR-A).

"Durante a batalha nenhum civil havia sido visto ou identificado", acrescentou o comunicado.

A missão "Resolute Support" da Otan, dirigida pelo general americano John Nicholson, é integrada principalmente por 8.500 militares dos Estados Unidos.

"Os civis mortos ou feridos estavam, sem dúvida, no interior dos edifícios de onde os talibãs disparavam", afirmou o relatório.

Os ataques aéreos registrados no dia 3 de novembro de 2016 deixaram 33 civis mortos e 27 feridos na localidade de Boz, um subúrbio de Kunduz, a grande cidade comercial fronteiriça com o Tadjiquistão.

"As forças aéreas americanas utilizaram a força mínima necessária para neutralizar as ameaças provenientes dos edifícios e para proteger as forças aliadas" afegãs que haviam solicitado sua ajuda, indicou o documento.

A operação "tinha por objetivo capturar os líderes talibãs responsáveis pela ofensiva de outubro contra Kunduz" e foi executada pelas "forças especiais afegãs com um número limitado de conselheiros e efetivos de apoio americanos".

"Ao chegar à localidade, as forças aliadas ficaram sob fogo talibã proveniente de muitos edifícios civis", razão pela qual precisaram pedir apoio aéreo.

Estes ataques mortíferos ocorreram 14 meses depois dos bombardeios americanos contra o hospital de Kunduz, administrado pela ONG Médicos Sem Fronteiras, que no dia 3 de outubro de 2015 provocaram a morte de 42 pessoas entre funcionários e pacientes.

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