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França voltará a atacar a Síria em caso de ataque químico

Estados Unidos, França e Reino Unido realizaram no sábado (14) um ataque contra instalações de produção e armazenamento de armas químicas na Síria, em represália a um suposto ataque químico atribuído ao regime sírio

Jean-Yves Le Drian, chefe da diplomaciaJean-Yves Le Drian, chefe da diplomacia - Foto: Reprodução/Twitter

O ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Yves Le Drian, afirmou que "tudo sugere" que a Síria não tem mais capacidades para fabricar armas químicas, mas advertiu que se Damasco voltar a utilizá-las, a França e seus aliados não hesitariam em voltar a atacar.

Em uma entrevista à rádio France Info, Jean-Yves Le Drian recordou que "em agosto 2013 o regime de Bashar al-Assad havia se comprometido a destruir todo seu arsenal químico". "No entanto, claramente, não destruiu tudo", disse.

"Mas está claro para Bashar al-Assad que se, por acaso, atravessar novamente esta linha vermelha, a resposta seria idêntica", completou o chefe da diplomacia francesa.

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"O tema é a arma química. Não declaramos guerra a Bashar al-Assad ou a seus aliados. Simplesmente garantimos que a arma química não volte a ser utilizada", completou.

Homem toma banho após ataque químico na Síria

Homem toma banho após ataque químico na Síria - Crédito: Comitê de Coordenação da Cidade de Douma / AFP

Estados Unidos, França e Reino Unido realizaram no sábado um ataque contra instalações de produção e armazenamento de armas químicas na Síria, em represália a um suposto ataque químico atribuído ao regime sírio e que teria provocado as mortes de pelo menos 40 pessoas.

Os ataques de sábado foram a primeira operação militar de envergadura ordenada pelo presidente Emmanuel Macron, que assumiu a presidência da França há menos de um ano. Em 2017, ele afirmou que o uso de armas químicas representaria uma "linha vermelha" e que provocaria uma "resposta imediata" da França.

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