Giuliani é favorito para a diplomacia do EUA

Ex-prefeito de Nova York, famoso pela política de "tolerância zero", pode ser secretário de Estado do Governo Trump

Anderson FerreiraAnderson Ferreira - Foto: Divulgação

 

O ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani, figura famosa e popular nas fileiras republicanas, emerge como candidato ao cargo de secretário de Estado no governo Donald Trump, segundo uma conselheira ligada ao presiden­te eleito americano. A no­ve semanas de sua posse, Trump deve se reunir esta tar­de em Nova York com seu futuro vice, Mike Pence, para discutir a composição do próximo governo dos Estados Unidos.

"O nome de Giuliani foi citado seriamente para o cargo de secretário de Estado, função para o qual está qualificado e um trabalho que faria realmente bem", declarou ao canal Fox News a diretora de campanha de Trump, Kelly­anne Conway, envolvida no processo de formação da no­va equipe de governo.

Integrante do círculo mais íntimo do magnata republicano, Giuliani já havia sido citado como possível candidato a chefiar o Departamento de Justiça, embora o ex-prefeito tenha afirmado que não ocupará este cargo. Giuliani, 72, comandou Nova York de 1994 a 2001, deixando a prefeitura pouco antes dos atentados do 11 de Setembro. Antes, como procurador antimáfia, conseguiu reduzir o índice de criminalidade na cidade. Sua política de "tolerância zero" serviu de modelo para o mundo. O ex-embai­xador nas Nações Unidas John Bolton também está cotado para o cargo. "John seria uma boa escolha", disse Giuliani em um fórum organizado pelo "The Wall Street Journal". Mas quando perguntado se haveria alguém melhor para comandar o Departamen­to de Estado, respondeu: "Talvez eu, não sei."

Outro nome cotado para ocupar postos no novo governo americano é o do senador pelo Alabama Jeff Sessions, que apoiou Trump desde o começo. Ele poderia se tornar procurador-geral, secretário de Defesa ou chefe do Departamento de Segurança Interna. Sessions é um firme defensor das restrições à imigração.

Obama
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, alertou para o perigo do "nacionalismo bruto", após o Brexit e a vitória de Donald Trump, nos EUA, e antes de várias eleições agendadas na Europa. "Teremos que vigiar o aumento de uma espécie de nacionalismo bruto ou de identidade étnica ou de tribalismo que se constrói ao redor de um 'nós e eles'", disse Obama em Atenas, onde iniciou sua última viagem ao exterior.

 

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