Homem armado mantém vários reféns e um morto na França

A tomada de reféns acontece com a França ainda em estado de alerta, após a série de atentados contra a revista Charlie Hebdo em 2015

Homem armado mantém reféns em supermercado da rede Super UHomem armado mantém reféns em supermercado da rede Super U - Foto: Reprodução / Facebook

Um homem que disse atuar em nome do grupo extremista Estado Islâmico (EI) abriu fogo e tomou várias pessoas como reféns nesta sexta-feira em um supermercado de Trèbes, perto de Carcassonne, sul da França.

Ao menos uma pessoa teria falecido no ataque, segundo o general Jean-Valéry Letterman, mas até o momento as forças de segurança não conseguiram enviar um médico para verificar a situação. A justiça antiterrorista assumiu a investigação do ataque, que o primeiro-ministro francês Edouard Philippe classificou como "sério".

As forças de segurança responderam a dois incidentes separados na manhã desta sexta-feira, um no supermercado de Trèbes e o segundo na cidade vizinha de Carcassonne, onde um policial foi ferido a tiros. As autoridades não explicaram se os dois incidentes estavam relacionados.

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Em Trèbes, um homem entrou às 11H15 (7H15 de Brasília) em um supermercado da rede SuperU e foram ouvidos tiros. Uma testemunha disse que o homem gritou "Alá Akbar" ao entrar no estabelecimento, segundo uma fonte das forças de segurança.

O criminoso afirmou que pertence ao grupo Estado Islâmico (EI), segundo fontes judiciais. As autoridades locais anunciaram no Twitter que a área estava isolada e pediram à população que "facilite o acesso às forças de segurança".

Se o vínculo com o EI for confirmado, este ataque seria o primeiro desta dimensão desde a eleição do presidente Emmanuel Macron em maio do ano passado. A tomada de reféns acontece com a França ainda em estado de alerta, após a série de atentados desde o ataque contra a redação da revista satírica Charlie Hebdo em janeiro de 2015, que deixou 12 mortos.

A onda de atentados extremistas deixou 238 mortos e centenas de feridos em 2015 e 2016. Vários ataques ou tentativas de ataques apontaram contra militares ou policiais

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