Idoso tenta incendiar mesquita e deixa dois feridos na França

As duas vítimas, de 74 e 78 anos de idade, estão em estado grave e foram levadas para o hospital

Mesquita em Bayonne, na França, sofreu tentativa de atentado nesta segunda-feiraMesquita em Bayonne, na França, sofreu tentativa de atentado nesta segunda-feira - Foto: Iroz Gaizka/AFP

Dois homens ficaram gravemente feridos nesta segunda-feira por tiros efetuados em frente a uma mesquita de Bayonne, no sudoeste da França, por um idoso que tentava incendiar o templo e que foi detido.

"Às 15h20, um homem tentou incendiar a porta da mesquita de Bayonne. Duas pessoas o surpreenderam e o homem atirou contra elas", informou a polícia em comunicado.

Antes de fugir, o agressor ateou fogo a um veículo.

As duas vítimas, de 74 e 78 anos de idade, estão em estado grave e foram levadas para o hospital de Bayonne.

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Segundo fontes policiais, o autor do ataque é um homem de 84 anos, Claude S.Uma equipe especializada em explosivos foi enviada para a sua casa, não muito distante.

O perímetro da mesquita foi isolado e a polícia judiciária foi encarregada da investigação.

O ministro do Interior da França, Christophe Castaner, expressou sua solidariedade e apoio aos muçulmanos e observou que "os atos cometidos na mesquita de Bayonne nos comovem e ultrajam a cada um de nós".

Abdallah Zekri, Presidente do Observatório Nacional contra a Islamofobia e Delegado Geral do Conselho Francês da Fé Muçulmana (CFCM), "condenou esse ato criminoso", em declarações à AFP.

"Há uma grande preocupação entre a comunidade muçulmana da cidade", disse o representante do CRCM regional.

"Com o atual clima de estigmatização do Islã e dos muçulmanos, não é de surpreender que tais atos possam ocorrer", acrescentou.

Esse ataque ocorre em meio aos novos debates sobre o véu islâmico.

Poucas horas antes do ataque, o presidente Emmanuel Macron, que recebeu os líderes da CFCM no Palácio do Eliseu, pediu que combatessem a "ambiguidade" que contribui para alimentar a confusão entre o Islã e o terrorismo, disse à AFP o ministro Castaner.

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