Iêmen já tem quase meio milhão de casos suspeitos de cólera, diz ONU

Em meio a um grande conflito armado no país, os trabalhadores do setor da saúde já estão há quase um ano sem pagamento

Médico atende paciente infectada por cólera no IêmenMédico atende paciente infectada por cólera no Iêmen - Foto: Arquivo/Agência Brasil

O Iêmen já registra mais de 480 mil casos suspeitos de cólera e quase 2 mil mortos por esta e outras doenças vinculadas, anunciou a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quinta-feira (10). De acordo com o porta-voz da organização, Stéphane Dujarric, somente uma das 22 províncias do país se livrou até agora do surto. Conforme ele, o número de novos casos diminuiu nas últimas semanas, mas poderá aumentar novamente com a chegada do período de chuvas. A informação é da EFE.

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Em meio a um grande conflito armado no país, os trabalhadores do setor da saúde já estão há quase um ano sem pagamento e 8,8 milhões de pessoas moram em áreas sem hospitais suficientes, disse Dujarric.

A ONU e os parceiros humanitários abriram mais de 200 centros para o tratamento de cólera, e, desde a semana passada, a organização tem voos entre as capitais do Djibuti (Djibuti) e do Iêmen (Sana) para levar suprimentos ao país. Segundo Dujarric, até o momento as Nações Unidas receberam dos doadores menos da metade dos US$ 254 milhões solicitados para responder ao cólera no país.

Desde 2014, o Iêmen vive uma guerra entre os rebeldes houthis, de credo xiita, e as forças leais ao presidente Abd Rabbuh Mansur Hadi, cujo governo foi transferido para a cidade de Aden, no sul do país, depois que os insurgentes tomaram o controle da capital, Sana, nos primeiros meses da disputa.

Por causa do conflito, o país do Oriente Médio, vizinho da rica Arábia Saudita, é palco da crise de fome mais grave do mundo atualmente e que já ameaça 17 milhões de pessoas.

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