Interpol busca filhos de ex-presidente do Panamá

A empresa pagou US$ 59 milhões de suborno a políticos panamenhos em troca de projetos avaliados em US$ 175 milhões, segundo o Departamento de Justiça dos EUA

 

A Interpol emitiu um alerta vermelho de captura internacional dos dois filhos do ex-presidente do Panamá Ricardo Martinelli, acusados de receber propina da construtora brasileira Odebrecht. A empresa pagou US$ 59 milhões de suborno a políticos panamenhos em troca de projetos avaliados em US$ 175 milhões, segundo o Departamento de Justiça dos EUA.

Ricardo Alberto e Luis Enrique Martinelli teriam recebido US$ 22 milhões, depositados em contas de várias empresas offshore na Suíça entre 2009 e 2012 -os três primeiros anos dos cinco de mandato de seu pai. A Interpol atende a um pedido feito no dia 1º pelo Ministério Público do país, que inclui também a advogada Evelyn Vargas, uma das integrantes da diretoria das empresas offshore para as quais foi enviada a propina.
Além dos três, a procuradora-chefe da divisão anticorrupção, Kenia Porcell, acusou mais 14 pessoas de participação no esquema. O suborno teria sido pago a membros do governo de Martinelli e de seu sucessor e aliado, Juan Carlos Varela.

ão se sabia o paradeiro dos irmãos Martinelli até a noite de ontem. O pai deles, que mora em Miami, também teve a extradição pedida meses atrás sob as acusações de espionagem e outros casos de corrupção.
O Panamá é um dos dez países em que o Departamento de Justiça encontrou casos suspeitos de pagamento de propina pela Odebrecht. Depois de revelado o escândalo, em janeiro passado, o país proibiu a empresa de participar de novas licitações de obras públicas.

Peru
No Peru, onde o governo disse que a Odebrecht deveria abandonar o país, as autoridades pediram aos EUA a extradição do ex-presidente Alejandro Toledo, acusado de receber US$ 20 milhões.

 

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