Iraque registra 241 mortes de civis em julho, menor cifra desde março de 2013

O escritório da ONU no Iraque advertiu que o número de mortos devem ser consideradas como um "mínimo absoluto"

Conflitos em Mossul, no Iraque, têm cenário de destruição e mortes      Conflitos em Mossul, no Iraque, têm cenário de destruição e mortes  - Foto: Acnur/ONU/Ivor Prickett

Pelo menos 241 civis morreram e outros 277 ficaram feridos no Iraque no último mês de julho devido a atentados terroristas e combates contra os jihadistas do Estado Islâmico (EI), no que representa o mês com menos vítimas mortais desde março de 2013, informou nesta terça-feira (1º) a Organização das Nacções Unidas (ONU). A informação é da Agência EFE.

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O representante do secretário-geral das Nações Unidas para o Iraque, Khan Kubis, condenou as ações do EI por usar os civis como escudos humanos na batalha de Mossul, que terminou no último dia 10 de julho, segundo um comunicado.

Além disso, fez um apelo à proteção dos civis por parte das autoridades, enquanto as forças iraquianas se preparam para a campanha militar para libertar as regiões do oeste do país que ainda estão nas mãos do EI.

O escritório da ONU no Iraque advertiu que o número de mortos devem ser consideradas como um "mínimo absoluto", pela dificuldade de solicitar estatísticas nas zonas de conflito e nas regiões controladas pelos terroristas.

A cifra de 241 mortos em julho contrasta com os 415 de junho e com os dados dos últimos meses, que coincidiram com a batalha pela tomada de Mossul, quando morreram 1.120 civis em outubro e 926 em novembro do ano passado.

A ONU publica dados de vítimas do terrorismo no Iraque desde novembro de 2012 e só se alcançou número inferior à deste mês de julho em duas ocasiões, em março de 2013 (229 vítimas) e em dezembro de 2012 (230).

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