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Israel adia visita do premiê ucraniano em retaliação por voto na ONU

O Ministério confirmou também que o embaixador de Israel em Kiev foi convocado pelo Ministério ucraniano das Relações Exteriores.

Desigualdade social, integração às novas tecnologias, violência e oportunidades de trabalho foram temas abordados durante Sessão SoleneDesigualdade social, integração às novas tecnologias, violência e oportunidades de trabalho foram temas abordados durante Sessão Solene - Foto: Douglas Gomes

Israel adiou, por tempo indeterminado, a visita do primeiro-ministro ucraniano por causa do apoio de Kiev a uma recente resolução da ONU contra a colonização nos territórios palestinos ocupados - disse à AFP o porta-voz do Ministério israelense das Relações Exteriores.

"A visita do primeiro-ministro ucraniano a Israel foi adiada 'sine die' como consequência do voto desse país no Conselho de Segurança" da ONU, declarou o porta-voz Emmanuel Nahshon, sobre a viagem de Volodymyr Groisman, prevista para esta semana.

O Ministério confirmou também que o embaixador de Israel em Kiev foi convocado pelo Ministério ucraniano das Relações Exteriores.

O texto aprovado na última sexta-feira (23) encoraja Israel a "cessar imediata e completamente toda atividade de colonização em território palestino ocupado, incluindo Jerusalém Oriental". Afirma ainda que as colônias "não têm valor jurídico".

Os embaixadores em Israel de dez dos 14 países-membros do Conselho de Segurança que votaram esse texto - entre eles o da Ucrânia - foram convocados no domingo de Natal pela Chancelaria israelense.

Em nota, o Ministério ucraniano das Relações Exteriores lamentou "as reações emocionais de alguns funcionários israelenses, a respeito da votação em Nova York". Kiev disse também que quer conservar relações amistosas com Israel.

Nesta segunda-feira, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, alegou que as convocações dos embaixadores e o cancelamento da visita ucraniana são a "resposta natural de um povo são que afirma ao mundo que o que a ONU fez é inaceitável".

"Com o tempo, nossas relações com as outras nações se reforçarão, já que elas respeitam os Estados fortes que sabem defender seus interesses", completou Netanyahu, de acordo com o comunicado divulgado por seu gabinete.

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