Jihadistas resistem no último reduto do Estado Islâmico na Síria

O EI recorre a atentados suicidas para tentar conter a ofensiva contra o último reduto dos extremistas

Estado IslâmicoEstado Islâmico - Foto: Divulgação

Centenas de combatentes do grupo extremista Estado Islâmico (EI) estão cercados em um território de pouco mais de um quilômetro quadrado na província de Deir Ezzor, leste da Síria.

O EI recorre a atentados suicidas executados por mulheres para tentar conter a ofensiva contra o último reduto dos extremistas, afirmou Adnan Afrin, porta-voz das Forças Democráticas Sírias (FDS), uma força curdo-árabe.

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"Há confrontos violentos e batalhas intensas", disse. As FDS iniciaram no sábado, com o apoio da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, a ofensiva "final" contra o reduto extremista, que inclui uma parte do vilarejo de Baghuz, perto da fronteira com o Iraque.

"Há uma forte resistência", destacou Afrin. Nos últimos dias, os extremistas organizaram ações de contra-ataque, que forçaram um recuo das FDS. "A superfície controlada pelos jihadistas era de 700 metros quadrados", explicou o porta-voz.

Depois da ofensiva é de "um quilômetro quadrado de residências, além de um campo ao sul de Baghuz". "Não temos números exatos, mas podemos calcular que quase mil combatentes permanecem entrincheirados", completou.

"Há muitos túneis em Baghuz. Por isto a operação demora mais. Muitos extremistas atacam com carros e motos-bomba", disse Afrin, que citou dois ataques de mulheres-bomba na terça-feira.

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