LA pagará US$ 1,5 milhão a pais de negro abatido por policiais em 2014

O acordo chega semanas depois de as autoridades decidirem não apresentar acusações contra os agentes envolvidos na morte de Ezell Ford

A cidade de Los Angeles concordou em pagar US$ 1,5 milhão aos pais de um homem negro desarmado morto a tiros pela Polícia há três anos e que se tornou um símbolo da luta contra a brutalidade das forças de segurança americanas.

O acordo chega semanas depois de as autoridades decidirem não apresentar acusações contra os agentes envolvidos na morte de Ezell Ford, em agosto de 2014. Ford, de 25 anos, cuja família afirma que tinha problemas psiquiátricos, foi abatido a tiros por dois policiais que o afrontaram quando ele caminhava perto de sua casa, em Los Angeles.

Os policiais disseram que abordaram Ford, que foi diagnosticado com esquizofrenia, porque ele estava agindo de maneira suspeita, e que o jovem tentou arrebatar uma das armas dos agentes.

Em 2015, uma comissão de investigação concluiu que os policiais violaram as normas do departamento, visto que não apresentaram qualquer motivo válido para parar o jovem.

Conhecida como Conselho de Delegados de Polícia de Los Angeles, a comissão avaliou que, enquanto um dos agentes abriu fogo injustificadamente, o outro agiu de forma correta ao usar sua arma quando viu o suspeito se confrontando com seu colega.

O anúncio de quarta-feira chega menos de dois meses depois de o conselho municipal de Los Angeles anunciar que concordou em pagar mais de US$ 8 milhões para resolver processos relacionados com disparos de policiais contra outros três homens desarmados.

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