LafargeHolcim confirma práticas "inaceitáveis" com grupos armados

De acordo com o jornal francês Le Monde, que revelou o caso em junho, a política beneficiou o grupo extremista Estado Islâmico (EI)

 

O gigante suíço dos materiais de construção LafargeHolcim admitiu ontem que recorreu a práticas "inaceitáveis" com grupos armados para manter as atividades de uma fábrica de cimento em 2013 e 2014 na Síria, um país devastado pela guerra. De acordo com o jornal francês Le Monde, que revelou o caso em junho, a política beneficiou o grupo extremista Estado Islâmico (EI).
A empresa reconheceu que a filial local, que pertencia na época à francesa Lafarge, "repassou fundos a terceiros com o objetivo de alcançar acordos com um determinado número de grupos armados, incluindo alguns submetidos a sanções".
Com a guerra civil, "a deterioração da situação política na Síria apresentou desafios muito difíceis em termos de segurança, das atividades da fábrica e dos funcionários", afirmou a LafargeHolcim. "Isto inclui ameaças para a segurança dos colaboradores, assim como distúrbios nos suprimentos necessários para o funcionamento da fábrica e distribuição dos produtos", completa o grupo.
Diante desta situação, a filial local da Lafarge tentou estabelecer uma relação com as "facções armadas" que controlavam ou tentavam controlar a área da fábrica. "Uma investigação interna não conseguiu estabelecer com certeza quais eram os destinatários finais dos fundos", indicou a empresa.
O Le Monde informou que a Lafarge havia designado um intermediário para conseguir que o EI concedesse salvo-condutos a seus funcionários. O jornal afirmou ainda que a direção da Lafarge em Paris estava a par da decisão.

 

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