Líderes democratas apoiam suspensão do decreto migratório de Trump

Decreto de TRump proibia a entrada nos EUA de cidadãos do Irã, Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iêmen

Madeleine Albright e John Kerry, dois ex-secretários de Estado norte-americanos que estão envolvidos na petiçãoMadeleine Albright e John Kerry, dois ex-secretários de Estado norte-americanos que estão envolvidos na petição - Foto: Mandel Ngan/AFP

Um grupo de personalidades do Partido Democrata, incluindo os ex-secretários de Estado Madeleine Albright e John Kerry, pediram nesta segunda-feira (6) a um tribunal de apelações que mantenha a suspensão do decreto migratório do presidente Donald Trump.

Em um texto submetido à Corte de Apelações do Nono Circuito, os democratas argumentam que o decreto presidencial assinado em 27 de janeiro "foi mal concebido, mal aplicado e mal explicado".

Na sexta-feira (3), um juiz federal ordenou a suspensão do decreto que proibia por 120 dias a entrada nos Estados Unidos de cidadãos do Irã, Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iêmen, todos de maioria muçulmana. As medidas migratórias foram suspensas no sábado (4), mas nesse mesmo dia o Departamento de Estado recorreu da suspensão ante à justiça.

No dia seguinte, o tribunal rejeitou novamente a aplicação do decreto à espera de mais informações dos estados de Washington (noroeste) e Minnesota (norte), que entraram com a ação contra o decreto de Trump.

Entre as personalidades democratas que assinaram o texto, vários funcionários do governo do ex-presidente Barack Obama, a ex-secretária de Segurança Interna Susan Rice, o ex-secretário de Segurança Interna, Janet Napolitano, e o ex-chefe da CIA Leon Panetta. "Restabelecer a ordem executiva causaria estragos na vida de inocentes e nos valores americanos", acrescenta o texto.

Os democratas avisaram que a ordem presidencial poderia pôr em perigo as tropas americanas no exterior e interromper a cooperação de contraterrorismo, promovendo a propaganda do grupo jihadista Estado Islâmico.

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