Maduro adia retirada de nota de 100 bolívares para 20 de janeiro

A decisão foi divulgada pelo próprio mandatário em rede nacional de rádio e televisão

O secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Aluísio Lessa e a governadora em exercício Luciana Santos participaram da inauguração.O secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Aluísio Lessa e a governadora em exercício Luciana Santos participaram da inauguração. - Foto: Divulgação

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta quinta-feira (29) que prorrogará até 20 de janeiro a validade da cédula de 100 bolívares, após a confusão provocada pela troca das notas há duas semanas.

A decisão foi divulgada pelo próprio mandatário em rede nacional de rádio e televisão. Com isso, a retirada da nota de maior denominação do bolívar coincidirá com a chegada aos bancos da nova família da moeda."Decidi por decreto estender até 20 de janeiro a vigência das cédulas de 100 bolívares para que todo mundo tenha um final de ano tranquilinho", disse, admitindo que houve um atraso na entrega das novas notas.

Esta é a segunda vez que a validade das cédulas foi prorrogada pelo presidente. O adiamento da retirada das notas foi anunciado depois dos confrontos provocados pela decisão abrupta de retirá-las de circulação, no dia 12.

Na ocasião, os venezuelanos só teriam três dias para trocar as notas por outras de menor denominação. No fim do prazo, no dia 15, ele decidiu prorrogar a vigência das cédulas até a próxima segunda (2). Porém, muitos venezuelanos já haviam ido aos bancos, diminuindo a disponibilidade de dinheiro em espécie no fim de semana seguinte. Isso levou a saques a centenas de lojas e confrontos que deixaram quatro mortos.

A oposição voltou a criticar Maduro pela confusão da medida. "Essa pirataria ceifou vidas humanas e levou a saques centenas de lojas. É proibido esquecer", disse o líder da Mesa de Unidade Democrática, Jesús Torrealba.

A deputada Gabriela Arellano acusou o presidente de ter revogado a medida para beneficiar a lavagem de dinheiro do chamado Cartel dos Sóis, de militares venezuelanos corruptos ligados ao tráfico de drogas.

MOTIVOS

O fim da nota de cem bolívares foi anunciado sob a alegação de que as cédulas eram contrabandeadas por máfias colombianas e brasileiras apoiadas pelo Departamento de Estado dos EUA para desestabilizar a Venezuela.

Para evitar que o dinheiro entrasse no país, Maduro chegou a anunciar o fechamento da fronteira com a Colômbia e o Brasil. A passagem entre com o Estado de Roraima e com o leste colombiano foram reabertas no dia 20.

A acusação de Caracas é que havia armazéns em diversos países com cédulas da moeda nacional para especulação financeira. As notas são usadas para falsificação de dólares, principalmente por seu baixo valor.

Hoje, cem bolívares valem R$ 0,14 na maior cotação oficial e R$ 0,06 na paralela, a mais usada pelos cidadãos. As primeiras notas da nova família, que vão de 500 a 20 mil bolívares, chegaram nesta quinta à Venezuela.

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