Maduro dá ultimato de 48h para Grupo de Lima reconhecer seu governo

Ditador disse que considera inaceitável a posição do bloco, que anunciou na última sexta-feira (4) durante um encontro na capital peruana que não reconheceria o novo mandato de Maduro

Presidente da Venezuela Nicolás MaduroPresidente da Venezuela Nicolás Maduro - Foto: Francisco Batista/Venezuelan Presidency/AFP

O ditador Nicolás Maduro ameaçou tomar medidas diplomáticas contra os países que integram o Grupo de Lima, entre eles o Brasil, caso eles não voltem atrás em sua decisão de não reconhecer o novo mandato do venezuelano.

O ultimato de 48 horas foi dado em uma entrevista coletiva nesta quarta-feira (9), um dia antes dele tomar posse para iniciar o novo mandato de seis anos.  "Hoje foi entregue a todos os governos do cartel de Lima uma nota de protesto, onde exigimos uma retificação de suas posições sobre a Venezuela em 48 horas ou o governo da Venezuela tomará as mais urgentes medidas diplomáticas", afirmou ele em Caracas, usando um termo pejorativo para se referir ao grupo.

O venezuelano não disse quais ações irá tomar contra os países, mas sua capacidade de revidar é bastante limitada porque ele já rompeu relações diplomáticas com a maior parte dos membros do Grupo de Lima.

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O ditador disse que considera inaceitável a posição do bloco, que anunciou na última sexta-feira (4) durante um encontro na capital peruana que não reconheceria o novo mandato de Maduro e pediu que ele transferisse seus poderes para a Assembleia Nacional, de maioria opositora.

A medida foi aceita por Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lúcia. Apenas o México não votou a favor da medida, que teve apoio ainda dos EUA, que não fazem parte do Grupo de Lima.

A eleição, realizada em maio do ano passado, foi amplamente boicotada pela oposição, que denunciou uma série de fraudes. Diversos países também se recusaram a reconhecer o resultado do pleito.

Maduro, porém, insiste que a eleição foi justa e que a oposição não participou porque sabia que perderia. Ele acusa governos estrangeiros, incluindo vizinhos e os Estados Unidos, de tentar derrubá-lo.

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