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Mais de 125.000 iraquianos deslocados desde o início da ofensiva contra Mossul

Dos 125.568 deslocados durante as últimas 11 semanas, cerca de 14.000 poderiam voltar para suas casas nas áreas recuperadas dos extremista

Governador acompanhou, juntamente com o ministro Sérgio Moro, ações do programa de enfrentamento conjunto à criminalidade no município do PaulistaGovernador acompanhou, juntamente com o ministro Sérgio Moro, ações do programa de enfrentamento conjunto à criminalidade no município do Paulista - Foto: Hélia Scheppa

Mais de 125.000 iraquianos fugiram de suas casas desde o início da operação para recuperar o controle da cidade de Mossul das mãos do grupo Estado Islâmico em 17 de outubro, indicou nesta quarta-feira (4) a ONU.

"Com a intensificação das operações militares em Mossul o número de pessoas deslocadas aumentou significativamente, e mais de 9.000 pessoas fugiram da cidade em quatro dias", de acordo com o Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

Dos 125.568 deslocados durante as últimas 11 semanas, cerca de 14.000 poderiam voltar para suas casas nas áreas recuperadas dos extremistas, indicou a agência da ONU.

Após uma pausa de duas semanas, as forças iraquianas lançaram em 29 de dezembro a "segunda fase" de sua ofensiva, provocando uma escalada dos combates na parte leste de Mossul.

O chefe de uma força de elite afirmou no domingo à AFP que as tropas iraquianas controlavam mais de 60% do leste de Mossul.

Correspondentes da AFP viram multidões de civis fugindo dos combates nos últimos dias, a pé e carregando seus pertences em sacos plástico.

As organizações humanitárias temem que a operação contra o reduto do EI possa causar o deslocamento maciço de mais de um milhão de civis. Este número ainda está longe de ser alcançado, mas o número de pessoas deslocadas aumenta à medida que as forças iraquianas avançam.

Mais de 33 milhões de pessoas estão deslocadas no Iraque e quase um terço precisa de assistência humanitária, segundo a ONU.

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